
Atualização aponta aceleração dos trabalhos no campo com melhora das condições climáticas, especialmente em Mato Grosso, enquanto a colheita do milho verão 2025/26 se expande para novos estados.
A semeadura do milho safrinha 2026 atingiu 50% da área estimada no Centro-Sul do Brasil na última quinta-feira (19), segundo levantamento da AgRural. O índice representa uma forte evolução em relação à semana anterior, quando os trabalhos somavam 31% da área projetada.
Na comparação anual, o avanço ainda aparece abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando a semeadura alcançava 64%. Ainda assim, o movimento observado nesta semana indica uma retomada do ritmo em diversas regiões produtoras, com destaque para áreas onde as condições de campo voltaram a permitir maior regularidade nas operações.
Grande parte do ganho semanal veio de Mato Grosso, principal estado produtor, onde a ocorrência de chuvas mais espaçadas abriu uma janela operacional para que as máquinas voltassem ao campo em ritmo mais forte. A melhora no intervalo entre as precipitações contribuiu para reduzir interrupções, facilitando a logística e a execução da semeadura dentro das áreas previstas.
Para o setor, esse tipo de ajuste no clima é considerado decisivo porque interfere diretamente na organização do calendário agrícola e na capacidade do produtor de cumprir as etapas de plantio em tempo adequado. A regularidade das atividades também influencia o planejamento das próximas fases do ciclo, como tratos culturais e manejo.
Além do avanço na semeadura da safrinha, a colheita do milho verão 2025/26 também mostrou progresso. Até a quinta-feira (19), o cereal estava com 28% da área colhida no Centro-Sul, acima dos 22% observados na semana anterior.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, o ritmo ainda se mantém mais lento: há um ano, a colheita somava 37%. Mesmo com essa diferença, o avanço recente sinaliza uma expansão gradual dos trabalhos, acompanhando a maturação das lavouras e as janelas de campo.
O movimento de colheita, que já era registrado nos três estados do Sul, passou a incluir também São Paulo e Minas Gerais. A entrada desses estados na fase de retirada do milho do campo reforça a tendência de ampliação das áreas em operação no Centro-Sul, com reflexos na oferta regional e na dinâmica de escoamento.
Com mais regiões colhendo simultaneamente, cresce a necessidade de atenção a fatores como capacidade de armazenagem, organização do transporte e programação das próximas etapas do ciclo produtivo. A combinação entre a colheita do milho verão e a evolução do plantio da safrinha mantém o produtor diante de um período de intensa atividade no campo.
| Indicador | Situação em 19 (quinta-feira) | Semana anterior | Mesmo período do ano anterior |
|---|---|---|---|
| Semeadura milho safrinha 2026 (Centro-Sul) | 50% | 31% | 64% |
| Colheita milho verão 2025/26 (Centro-Sul) | 28% | 22% | 37% |
A evolução do plantio do milho safrinha e da colheita do milho verão tende a seguir condicionada pela combinação entre clima e disponibilidade de janelas operacionais. Em regiões com melhor distribuição de chuvas, a expectativa é de manutenção do ritmo; já em áreas com maior instabilidade, o produtor pode enfrentar ajustes na programação.
Destaques: avanço expressivo da semeadura na semana, impulso de Mato Grosso com chuvas mais espaçadas e ampliação da colheita do milho verão para São Paulo e Minas Gerais.

Resumo: A safra de trigo brasileira para 2026/27 mostra recuos importantes em área e produção, segundo estimativas \(Conab\) e \(IBGE\). A Conab aponta área de 2,14 milhões de hectares, 12,5% abaixo de 2025, com produção de 6,4 milhões de toneladas, queda de 19%. O IBGE projeta 2,4 milhões de hectares e 7,3 milhões de toneladas. No Paraná, o plantio está em andamento com 746 mil hectares, e a produção pode chegar a 2,44 milhões de toneladas se o clima colaborar, porém ainda passará por revisões.

A Embrapa Soja (PR) e a Caramuru Alimentos lançam a cultivar de soja BRS 579, indicada para produtores do centro-norte de Mato Grosso (região edafoclimática REC 402) com ciclo médio a tardio, GM 7.9, permitindo escalonamento da colheita e semeadura no início da safra.

Resumo: A ABRASS realizou, com a MOA Advogados, o workshop Reforma Tributária: Impactos nas Operações do Negócio de Sementes de Soja, para analisar os efeitos práticos da reforma no setor. O debate abordou CBS e IBS, fatos geradores, base de cálculo e rotinas de apuração, além da implantação da Nota Fiscal Eletrônica (em vigor desde 01/01/2026) e do modelo Split Payment; também foram discutidos a extinção do PIS/Pasep e COFINS, a substituição do ICMS/ISS pelo IBS e o período de transição 2026–2029, exigindo planejamento tributário e governança robusta. As especialistas Dra. Graciele Mocellin e Dra. Carolina Buzzanelli destacaram a necessidade de revisar processos, parametrizar sistemas e fortalecer controles internos para evitar contingências. A iniciativa reforça o compromisso da ABRASS em preparar multiplicadores de sementes de soja com apoio da MOA Advogados, conforme orientação do diretor Gladir Tomazelli.

Resumo: A segunda safra 2025/26 de feijão no Paraná avança rapidamente, com 71% da área plantada. A área cultivada é de 292,9 mil ha, 16% menor que o ciclo anterior, mas a produção deve subir 2% para 552,1 mil t, impulsionada pela produtividade de 1.885 kg/ha (vs 1.571). Do total, 97% das lavouras estão boas e 3% em condição moderada; está distribuída entre germinação (37%), vegetativo (62%) e floração (1%). Na semana anterior, 39% da área havia sido plantada, com germinação 36%, vegetativo 52%, floração 6%, frutificação 4% e maturação 2%. A colheita já começou em algumas regiões, mas representa menos de 1% da área total. O clima favorável sustenta a expectativa de safra sólida, mantendo o Paraná entre os maiores produtores de feijão do país.

Resumo: - Plantio de algodão em Mato Grosso está quase encerrado para a safra 2025/26, com 98,03% da área estimada de 1,43 milhão de hectares semeada; possibilidade de queda de 7,28% em relação a 2024/25, primeira desde 2020/21.