
Estremoz recebe até domingo, 3 de maio, mais uma edição da Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz (FIAPE), realizada no Parque de Feiras e Exposições da cidade. Em sua 38ª edição, o evento mantém o foco na valorização do setor agropecuário, com uma das áreas mais movimentadas dedicada à pecuária, que reúne criadores, produtores e público em torno da exposição de animais e da troca de experiências.
Um dos pilares da organização da área pecuária é o apoio da Associação de Criadores de Gado de Estremoz (ACORE), que atua como parceira estratégica para garantir a presença de exemplares de referência e a estrutura necessária para acolher produtores de diferentes regiões. A feira é promovida pela Câmara Municipal, mantendo a tradição de apresentar o que há de mais relevante na criação animal.
Segundo o presidente da ACORE, Manuel Ramalho, a FIAPE conta com cerca de mil animais em exposição ao longo do certame. O dirigente destaca que a feira funciona como um espaço de promoção especialmente importante para bovinos e ovinos, favorecendo o reconhecimento do trabalho dos criadores e a valorização dos animais apresentados.
“É muito bom podermos promover os nossos animais: é bom para todos, para todas as entidades e para os produtores. Temos aqui animais de excelência e todos os criadores podem trocar e vender animais”, afirma Manuel Ramalho.
Além de impulsionar a visibilidade dos rebanhos e das raças, a presença de animais de alto padrão favorece a troca de conhecimento entre os participantes e abre oportunidades para negócios dentro do setor. A feira se consolida, assim, como um ponto de encontro entre tradição e dinâmica comercial, reforçando o papel da pecuária na economia regional.
O interesse dos criadores em participar é tão alto que, de acordo com Manuel Ramalho, a quantidade de animais poderia ser ainda maior. O presidente da associação explica que houve procura para ampliar a participação, mas a organização precisou respeitar os limites de infraestrutura disponíveis no recinto.
“Tínhamos quem quisesse meter mais, mas não podíamos aceitar mais”, relata o dirigente, indicando que a lotação atingiu o máximo possível para garantir condições adequadas de exposição e circulação.
A FIAPE reúne produtores de norte a sul, ampliando o alcance do evento e consolidando Estremoz como um polo de referência para o setor. A organização também confirma a participação de expositores e criadores vindos do estrangeiro, o que reforça o perfil internacional da feira e o potencial de intercâmbio técnico e comercial.
Com a diversidade de participantes, a exposição ganha em representatividade e permite que diferentes realidades da produção animal sejam apresentadas ao público, reforçando o papel do certame como vitrine de qualidade e espaço de conexão entre mercados.
Evento: Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz (FIAPE)
Local: Parque de Feiras e Exposições de Estremoz
Duração: até domingo, 3 de maio
Edição: 38ª
Animais em exposição: cerca de mil
Foco da promoção: bovinos e ovinos
Apoio setorial: Associação de Criadores de Gado de Estremoz (ACORE)
Participação: produtores nacionais e estrangeiros
Tema Informação Número de animais Cerca de mil em exposição Relevância Promoção e valorização da pecuária, com foco em bovinos e ovinos Limitação Capacidade do espaço impediu a entrada de mais animais Abrangência Produtores de todo o país e participação internacional
Com lotação máxima na área pecuária e presença de criadores nacionais e internacionais, a FIAPE segue até 3 de maio reforçando a importância da criação de gado para a região e ampliando a visibilidade dos produtores e dos animais expostos.
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Resumo: O mercado de pecuária brasileiro está em cautela após dados do Ministério do Comércio Chinês mostrarem que o Brasil já atingiu metade da cota de exportação de carne bovina para 2026, fixada em 1,106 milhão de toneladas, com previsão de alcance já em junho. Se a cota não for ampliada, o excedente da produção pode enfrentar uma tarifa de salvaguarda de 55% para entrar na China, forçando o escoamento para o mercado interno e pressionando os preços. Analistas apontam que a arroba do boi gordo deve recuar no segundo semestre, com a cotação próxima de R$ 346,50 sob pressão. Em resposta, entidades buscam diversificar mercados, ampliando vendas para a Europa e outros países asiáticos que demandam o produto brasileiro, ainda que em volumes menores que a China. Cotas de Exportação 2026 (China): Brasil 1.106.000 t; Argentina 511.000 t; Uruguai 324.000 t. Mesmo com a cautela, o consumidor pode sentir alívio nos preços nos açougues caso o volume seja redirecionado para o mercado interno. Sobre a Salvaguarda Chinesa: o teto regula o mercado interno; volumes que excedem o limite pagam 55% de tarifa adicional; a medida vale até o final de 2028, com pequenos aumentos anuais na cota. O texto encerra questionando se a queda de preço chegará à mesa do consumidor mato-grossense ou se custos logísticos manterão os valores estáveis, além de como o pecuarista deve se preparar para esse cenário.
Resumo: A pecuária brasileira enfrenta falta de vacinas contra clostridioses, com o problema transcendente não se limitando a Minas Gerais e afetando o abastecimento nacional após a saída de uma empresa que detinha cerca de 40% do mercado. A CNA informou ao MAPA que está buscando acelerar a recomposição de estoques. Na Expozebu, a CNA e o Sindan mostraram que as demais indústrias estão ampliando a capacidade de produção para atender à demanda emergencial, mas a regularização deve ocorrer somente no segundo semestre. Clostridiose é um grupo de doenças virais graves e frequentemente letais, cuja prevenção depende principalmente da vacinação. Enquanto a vacinação não está amplamente disponível, o Sistema Faemg/Senar orienta pecuaristas a reforçar boas práticas de manejo, com suplementação mineral, alimentação adequada, descarte correto de carcaças e priorização de animais não vacinados quando houver vacinas. O Mapa atribui o desabastecimento a decisões mercadológicas de fabricantes que descontinuaram produção entre o fim de 2025 e janeiro deste ano, e afirmou que atua para estimular a ampliação da fabricação e de importações, bem como acelerar fiscalização e liberação das vacinas.

A palma forrageira tem ganhado espaço em Minas Gerais, principalmente no Norte de Minas, como alternativa de alimentação do rebanho diante das secas. A 4ª edição do Palmatech ocorre até 7 de maio, em Janaúba e Nova Porteirinha, promovida pela Epamig, com o SimPalma e o PalmaDay no Campo Experimental de Gorutuba. A expectativa é de mais de 200 participantes; os painéis abordarão uso da palma na alimentação animal, formas de cultivo e manejo, desafios e pesquisas em andamento.armazenem a palma por tempo indeterminado, assegurando alimentação caso haja escassez.

A JBJ Agropecuária, controlada por José Batista Júnior (Júnior Friboi), formalizou a aquisição da Fazenda Conforto, em Nova Crixás (GO), proprietária de um dos maiores confinamentos de gado bovino do país. Júnior Friboi é irmão de Wesley e Joesley Batista, controladores da JBS. O texto também cita a expansão de uma unidade de bovinos pela Próxima MBRF no Uruguai, além de promover conteúdos sobre Valor One e ferramentas de mercado.

Em abril, o mercado futuro do boi gordo segue em forte queda, com os contratos de vencimento mais próximos precificando valores menores, especialmente para julho e além. O mercado físico (Datagro) apresentou leve recuo, enquanto a referência em 17 de abril ficou em R$364,3 por arroba, alta de 2,3% frente a março e 14,4% acima de 2025.