
No mês de novembro de 2025, os portos organizados da Região Sul do Brasil registraram um volume impressionante de 11,4 milhões de toneladas de movimentação aquaviária, de acordo com o Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq).
Este resultado representa um aumento notável de 26,08% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelo aumento na movimentação de granel sólido, carga conteinerizada e comércio exterior.
O Porto de Paranaguá liderou a movimentação, com 5,9 milhões de toneladas. Em seguida, vem o porto de Rio Grande, com 2,7 milhões de toneladas, e São Francisco do Sul, com 1,6 milhão de toneladas. Portos como Itajaí e Imbituba também contribuíram significativamente para esses números.
Os contêineres se destacaram como a principal carga movimentada, totalizando 2,9 milhões de toneladas. Seguindo, os adubos (fertilizantes) somaram 1,7 milhão de toneladas. O milho e a soja, cada um, movimentaram 1,5 milhão de toneladas, enquanto o açúcar atingiu 715 mil toneladas. Estes dados confirmam a forte ligação da região com o agronegócio e a indústria.
O longo curso foi responsável pela maioria da movimentação, com 9,9 milhões de toneladas, um aumento de 27,76%. As exportações foram um grande impulsionador, crescendo impressionantes 48,90%. A cabotagem movimentou 608 mil toneladas, crescendo 10,82%, e as vias interiores somaram 283 mil toneladas, um aumento de 13,63%. Por outro lado, as importações registraram uma leve queda de 1,79%, enquanto o transporte nacional cresceu 12,86%.

O avanço da produção de grãos nas novas fronteiras agrícolas brasileiras vêm revelando um novo desafio para o agronegócio: fazer com que a infraestrutura acompanhe o ritmo de crescimento das lavouras. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) mostram que estados como Rondônia, Maranhão, Pará e Tocantins registram alguns dos menores índices de cobertura de armazenagem do país, evidenciando que a expansão da produção tem ocorrido mais rapidamente do que os investimentos em silos e armazéns.

O descompasso entre a capacidade real de armazenagem e o volume total de grãos colhidos a cada ciclo consolidou-se como um dos principais fatores de instabilidade na comercialização agrícola nacional. O gargalo ganha contornos críticos no segundo semestre com o escoamento simultâneo do milho e do algodão.

O escoamento da safra brasileira de grãos neste ano coloca a infraestrutura portuária sob teste. Com a projeção da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) de que os embarques de soja devem romper a barreira das 100 milhões de toneladas este ano, a operação nos terminais deixou de ser uma questão de volume para se tornar uma corrida por eficiência e preservação de margens.

A VLI, companhia de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais, passou a receber cargas agrícolas comercializadas na modalidade CIF diretamente em seus terminais. A iniciativa elimina uma barreira histórica para a integração entre os modais rodoviário e ferroviário, tornando mais simples e eficiente o escoamento de grãos pelo sistema multimodal.

O escoamento da safra brasileira de grãos neste ano coloca a infraestrutura portuária sob teste. Com a projeção da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) de que os embarques de soja devem romper a barreira das 100 milhões de toneladas este ano, a operação nos terminais deixou de ser uma questão de volume para se tornar uma corrida por eficiência e preservação de margens.