
Madrid/Andaluzia — Brasil e Espanha avançaram nesta semana em uma agenda bilateral voltada à segurança hídrica, irrigação e gestão sustentável da água, com foco em fortalecer políticas públicas, modernizar sistemas no campo e ampliar o intercâmbio técnico entre instituições dos dois países.
O secretário nacional de Segurança Hídrica do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Giuseppe Vieira, representou o governo brasileiro em compromissos oficiais realizados em Madrid e na região da Andaluzia. A missão faz parte da implementação do Memorando de Entendimentos firmado em outubro de 2025 entre o MIDR e o Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação da Espanha.
O acordo prevê cooperação bilateral e intercâmbio de conhecimentos para ampliar parcerias técnicas, aprimorar a governança hídrica e apoiar o desenvolvimento regional por meio de soluções relacionadas ao uso eficiente da água na agricultura.
A delegação brasileira reuniu representantes do MIDR e da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vinculada ao ministério. Ao longo da programação, o grupo participou de reuniões técnicas, visitou projetos de irrigação e manteve encontros com instituições espanholas ligadas à gestão hídrica e à inovação no setor agrícola.
Objetivos centrais da missão: conhecer boas práticas de irrigação e produção agrícola, compreender marcos regulatórios da gestão da água na Espanha e fortalecer capacidades institucionais no Brasil por meio do intercâmbio de experiências.
Segundo Vieira, a agenda também permite apresentar iniciativas brasileiras e identificar oportunidades de cooperação e investimentos. “A missão técnica é uma oportunidade de troca de experiências entre os dois países. Ao mesmo tempo em que aprendemos com as boas práticas espanholas, também apresentamos soluções desenvolvidas no Brasil para ampliar a cooperação”, afirmou.
Parte central da visita ocorreu na Andaluzia, considerada referência internacional em soluções para uso eficiente da água no campo. A delegação visitou áreas irrigadas e centros de pesquisa, com destaque para o perímetro irrigado Genil-Cabra, a Comunidade de Irrigantes de Santaella e o Instituto de Agricultura Sustentável.
“O intercâmbio com a Espanha nos permite conhecer experiências consolidadas em gestão da água e irrigação. Esse diálogo é fundamental para fortalecer as políticas públicas de segurança hídrica no Brasil”, disse o secretário.
Modelos de governança da água e participação de comunidades de irrigantes;
Infraestrutura e modernização de sistemas para reduzir perdas;
Eficiência no uso hídrico aplicada à produção agrícola;
Planejamento e integração entre regulação, operação e metas ambientais.
A programação incluiu visitas ao Centro Experimental de Novas Tecnologias da Água (CENTA), onde são apresentados projetos de reutilização de água para fins agrícolas. O tema ganha relevância em cenários de variabilidade climática e pressões sobre mananciais, com impacto direto sobre segurança alimentar e sustentabilidade.
A delegação também passou pela Universidade de Córdoba, onde foram debatidas soluções tecnológicas para a gestão hídrica, incluindo o uso de “gêmeos digitais” aplicados à agricultura. A abordagem busca combinar dados, simulações e monitoramento para apoiar decisões sobre distribuição de água, operação de sistemas e eficiência produtiva.
Tema Foco do intercâmbio Aplicação esperada Reutilização de água Projetos e protocolos para uso agrícola Resiliência hídrica e redução de pressão sobre mananciais Modernização da irrigação Governança, infraestrutura e eficiência Menos perdas, maior produtividade e melhor planejamento Tecnologia (gêmeos digitais) Modelagem, dados e simulação Apoio à decisão e operação otimizada de sistemas
Outro destaque da missão foi o contato com comunidades de irrigantes e a apresentação de projetos de modernização de sistemas. Entre as iniciativas visitadas, estiveram ações no Vale Inferior do Guadalquivir e no Canal da Margem Esquerda do Genil.
As visitas permitiram observar, na prática, como a organização local, a operação de infraestrutura e o alinhamento regulatório podem contribuir para aumentar a eficiência do uso da água, especialmente em regiões em que a agricultura irrigada tem papel decisivo na economia.
Em destaque: modelos de governança e modernização são considerados estratégicos para fortalecer a segurança hídrica e apoiar o desenvolvimento regional.
A missão deve ser concluída nesta sexta-feira (06), com reuniões institucionais na sede do Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação da Espanha. O encontro reúne autoridades dos dois países para discutir políticas públicas de gestão da água, investimentos em modernização da irrigação e estratégias de planejamento hidrológico.
Entre os temas apresentados estão elementos do marco regulatório espanhol, incluindo instrumentos como o planejamento hidrológico nacional, concessões de uso da água para irrigação e diretrizes ambientais aplicadas ao uso e à conservação dos recursos hídricos.
Fortalecer políticas de segurança hídrica com base em experiências consolidadas;
Aprimorar regulação e planejamento para uso sustentável da água;
Estimular inovação e adoção de tecnologia na irrigação;
Ampliar parcerias técnicas e oportunidades de investimento em modernização.
A agenda reforça a prioridade do Brasil em avançar em soluções de gestão sustentável da água e irrigação eficiente, com potencial impacto sobre produtividade agrícola, segurança hídrica e planejamento regional.

Resumo: o consumo de caprinos e ovinos no Irã caiu, elevando a demanda por aves e, consequentemente, as importações de milho. com a moeda local em queda, as compras devem cair, tornando as importações mais caras. a lacuna de demanda iraniana pode ser preenchida pela china, que já foi a maior fornecedora do milho brasileiro, mas isso dependerá do preço e dos estoques. um analista destaca que o Irã foi a salvação das exportações brasileiras em 2025 e, sem ele, não seriam atingidas 40 milhões de toneladas escoadas; outro afirma que a china é carta fora do baralho no momento, após ter abastecido seus estoques e prever reduzir compras por três anos. há ainda a visão de que não há outro comprador com o mesmo potencial de absorção no curto prazo. por fim, parte do milho que deixar de ir ao Irã pode ficar no mercado interno para atender à indústria de etanol de milho.

A guerra no Oriente Médio aumenta a incerteza nas rotas logísticas e no fornecimento de energia, com o estreito de Hormuz, que concentra pelo menos 20% da produção mundial de petróleo, em foco. O Insper Agro Global aponta que desvios de rota, maior percepção de risco e prêmios de seguro elevam os custos de transporte, o que impacta diretamente a cadeia de suprimentos do agronegócio brasileiro. A instabilidade também ameaça o estreito de Bab el-Mandeb e o Canal de Suez, ampliando riscos para o comércio agropecuário global.

Resumo: Durante fiscalização na BR-277, a Polícia Rodoviária Federal flagrou um caminhão com toras de eucalipto transportando 44 toneladas, 15 acima do limite permitido de 29 t. O motorista, de 34 anos, conduzia com CNH suspensa e já havia sido autuado pela mesma infração em dezembro, caracterizando reincidência. O veículo foi retido e o transbordo da carga excedente foi determinado para que o caminhão seguisse dentro dos limites legais. Ao todo, foram registradas 11 autuações. A PRF reforça que o excesso de peso representa risco à segurança, aumenta a distância de frenagem e danifica o pavimento.

Resumo: O conflito no Oriente Médio elevou significativamente os custos logísticos e de demurrage no transporte marítimo. A demurrage pode variar de US$ 325 a US$ 475 por contêiner refrigerado de 40 pés por dia, e um atraso de duas semanas pode chegar a cerca de US$ 6.400 por contêiner. Navios de 800–1.200 TEUs podem gerar custo diário próximo de US$ 570 mil em uma operação com 1.200 contêineres a US$ 475/dia. Pesquisadores do Insper Agro Global apontam que, além da demurrage, há desvios de rota, maior percepção de risco e prêmios de seguro mais altos, elevando as despesas operacionais. O bloqueio ou restrição de navegação pelas vias como o Estreito de Hormuz e Bab el-Mandeb ameaça cerca de 20% do tráfego mundial de petróleo e mercadorias, com impactos também no Canal de Suez. A MSC aplicou uma Sobretaxa de Risco de Guerra (WSR) de até US$ 4.000 por contêiner refrigerado e US$ 800 adicionais por contêiner para desvio; a empresa também anunciou o redirecionamento de remessas. Hapag-Lloyd e CMA foram entre as primeiras a suspender travessias pelo Hormuz e a aplicar WSR, com tarifas variando de US$ 1.500 a US$ 4.000 por contêiner refrigerado. No Brasil, a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira afirma que não deve haver interrupções nos envios para a região, destacando que cerca de 75% das exportações brasileiras para o mercado árabe são alimentos essenciais e que rotas alternativas, como o Golfo de Omã, estão sendo consideradas.

Resumo: O Atlas do Mercado de Terras 2025, do Incra, mostra um preço médio nacional de R$ 22.951,94 por hectare, com variações significativas por região e tipo de uso (agricultura vs. não agrícola). Mogiana (SP) apresenta extremos: não agrícola ~ R$ 2.433.233,91/ha e agrícola ~ R$ 80.911,18/ha, destacando a presença de café, cana e turismo rural. Regiões Sul e Sudeste concentram os maiores preços, com Xanxerê (SC) em torno de R$ 173.298,67/ha; a Região Metropolitana do Maranhão alcança ~ R$ 299.279,01/ha e, para uso não agrícola, até ~ R$ 405.641,35/ha. Oeste Amazonense figura entre os menores valores, cerca de R$ 1.525,62/ha, devido a logística precária, áreas protegidas e menor demanda. A média nacional subiu 28% entre dezembro de 2024 e dezembro de 2022. Fatores que elevam ou reduzem o preço incluem produtividade, proximidade a mercados, logística, economia, situação legal e uso da terra. O Incra aplica métodos para eliminar outliers na metodologia. Observação: 1 hectare equivale a 10 mil m². Para 2025/2026, não há preço fixo, mas a tendência é de valorização em polos consolidados (ex.: Mato Grosso, Matopiba) com avanços infraestruturais como a Ferrovia Norte-Sul; áreas preservadas ou com conflitos tendem a preços mais baixos.