
Agro brasileiro fecha agosto de 2026 com superávit setorial de US$ 13,49 bilhões
O agronegócio brasileiro obteve superávit de US$ 13,49 bilhões em agosto de 2026, com expansão de 6,9% na comparação anual. Em São Paulo, a balança estadual ficou deficitária, mas o agro local manteve saldo positivo.
O Departamento Econômico da Faesp consolidou os indicadores de comércio exterior de agosto de 2026. No recorte do agronegócio, o Brasil apurou superávit de US$ 13,49 bilhões, 6,9% acima do resultado do mesmo mês do ano anterior.
As vendas externas do setor totalizaram US$ 15,18 bilhões, com variação positiva de 6,7% na comparação anual. As compras de produtos agropecuários no exterior somaram US$ 1,68 bilhão, 5,0% acima do patamar de um ano antes. O confronto entre esses fluxos explica o saldo setorial do período.
Na balança comercial brasileira como um todo, o país encerrou o mês com resultado positivo de US$ 7,39 bilhões.
Soja e carne bovina
Entre os itens acompanhados, a soja em grãos gerou US$ 4,41 bilhões em exportações, com alta de 14,0%. A carne bovina in natura, por outro lado, recuou 19,7% e ficou em US$ 1,21 bilhão.
Quadro paulista
No Estado de São Paulo, as exportações totais alcançaram US$ 6,43 bilhões, avanço de 6,4%. As importações cresceram 17,1% e chegaram a US$ 8,38 bilhões. Com o avanço mais acentuado das compras externas, a balança comercial paulista registrou déficit de US$ 1,9 bilhão.
O agronegócio estadual, ainda assim, manteve saldo positivo de US$ 1,6 bilhão, apesar de retração de 21,7% na comparação anual. As exportações agropecuárias paulistas caíram 16,6%, para US$ 2,04 bilhões, sob forte influência do complexo sucroenergético, com retração nas vendas de açúcar e álcool. As importações do setor no estado totalizaram US$ 485,5 milhões, alta de 5,6%.




