
O agronegócio consolidou sua posição como pilar central da economia brasileira. Segundo a Embrapa, o PIB do setor alcançou R$ 3,2 trilhões em 2025, cifra que corresponde a 25% do PIB total do Brasil no mesmo ano. Os números reforçam a relevância estrutural de uma atividade que vai muito além das porteiras das fazendas e permeia cadeias industriais, logísticas e de serviços em todo o país.
No comércio exterior, o desempenho do setor também se destaca. No ano passado, o Brasil exportou US$ 169,2 bilhões em produtos do agronegócio, montante que representou 48,5% de tudo que o país vendeu ao exterior no período, de acordo com dados da Embrapa. A marca coloca o agro como o principal motor da balança comercial brasileira, sustentando o superávit externo do país em um cenário global de incertezas.
Além da produção e das exportações, o setor sustenta uma expressiva fatia do mercado de trabalho. No ano passado, as atividades no campo ocupavam 28,4 milhões de pessoas no Brasil, segundo a Embrapa.
A instituição também destaca o retorno gerado por seu próprio financiamento: cada real investido na Embrapa retorna R$ 27,12 à sociedade brasileira, conforme dado divulgado pela própria empresa de pesquisa agropecuária — um argumento recorrente no debate sobre o custo-benefício do investimento público em ciência e tecnologia agrícola.
Em paralelo ao cenário de expansão produtiva, um alerta de longo prazo pesa sobre o horizonte do setor. Projeção do Ipea, citada pela Embrapa, indica que a demora em adotar medidas para enfrentar as mudanças climáticas pode custar R$ 17,1 trilhões à economia brasileira até 2050. O dado, classificado como provável, aponta para os riscos econômicos de uma agenda climática postergada — risco que recai de forma especialmente intensa sobre um setor tão dependente das condições ambientais quanto o agronegócio.
Em outro registro ligado ao universo do agro e da política, um pecuarista de Mato Grosso, identificado como sogro do político JHC, doou R$ 200 mil à campanha do candidato ao governo de Alagoas, segundo informações do veículo Primeira Página. O episódio ilustra a interface entre o setor produtivo rural e o financiamento eleitoral, tema que permanece sob escrutínio público nos períodos de campanha.

A colheita do milho de segunda safra chegou a 84,7% da área cultivada no Brasil, segundo a CONAB. O avanço é desigual entre os estados, enquanto o modelo COSMO / INMET indica temperaturas elevadas e umidade relativa abaixo de 20% em trechos do Centro-Oeste nos próximos sete dias.

Equipes da Embrapa, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e do Instituto Biológico (IB) identificaram uma nova espécie de bactéria, a Moraxella tarda, associada à ceratoconjuntivite infecciosa bovina — doença popularmente conhecida como "mal do olho". A descoberta, que remonta a 2018 e segue em desenvolvimento, abre caminho para novos diagnósticos e vacinas contra a enfermidade.

Relatório do Inmet indica probabilidade superior a 90% de o El Niño permanecer até o início de 2027. A Embrapa recomenda respeito ao Zarc, formação de palhada, escalonamento da semeadura e cultivares de ciclos distintos para reduzir riscos climáticos na soja da safra 2026/2027.

Os futuros de milho setembro/26 e dezembro/26 encerraram a segunda-feira (17) em alta na Bolsa de Chicago. Na B3, o setembro/26 fechou a R$ 70,57 por saca; no físico da BR-163, produtores pedem acima de R$ 50,00 e compradores indicam R$ 48,00 a R$ 49,00.

O veranico e uma área de alta pressão devem manter o calor intenso no Centro-Oeste nos próximos dias, com máximas que podem superar 36°C em Mato Grosso e Goiás. A regularização das chuvas nesses estados é estimada para o fim de setembro e outubro, enquanto uma frente fria pode elevar os acumulados acima de 50 mm na Campanha gaúcha a partir de quinta-feira.