
Atraso no plantio em Mato Grosso e o panorama do milho na Colômbia
O plantio de grãos em Mato Grosso atinge 25% e sofre atraso devido a chuvas irregulares, com possível impacto na safrinha. No exterior, a Colômbia projeta 370 mil hectares de milho para 2025/2026, mantendo forte dependência de importações.
O cenário agrícola atual revela desafios climáticos no Brasil e movimentações estratégicas de produção na América do Sul. Em Mato Grosso, o plantio da atual safra de grãos registra atraso em relação ao ciclo passado. De acordo com Guilherme Scheffer, do Grupo Scheffer, os trabalhos no campo atingiram 25% na data de referência, índice inferior aos 35% observados no mesmo período do ano anterior. O ritmo mais lento é atribuído à ocorrência de chuvas irregulares e insuficientes, fator que pode gerar impactos diretos na safrinha de milho do estado.
Paralelamente às operações no Brasil, o Grupo Scheffer mantém presença agrícola no exterior. Atualmente, a companhia é responsável pelo cultivo de 6 mil hectares divididos entre soja e milho no departamento de Vichada, na Colômbia.
O mercado colombiano de milho, aliás, apresenta uma dinâmica de forte dependência externa, apesar dos esforços de produção local. Para a safra 2025/2026, dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam que foram semeados 370 mil hectares do cereal no país sul-americano. Contudo, a necessidade de suprimento continua elevada: no ano passado, a Colômbia importou 7,3 milhões de toneladas de milho, segundo levantamento da Federação Nacional de Produtores de Cereais, Leguminosas e Soja (Fenalce).




