A construção de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas e capaz de gerar valor para toda a cadeia produtiva passa, cada vez mais, pela atuação conjunta entre empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Foi com esse objetivo que a BB Seguros sediou, na última semana, o encontro "Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado", promovido pelo Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, liderado pela Produzindo Certo, empresa que conecta produtores rurais a empresas comprometidas com a sustentabilidade.
O evento reuniu representantes de empresas que já integram a iniciativa, além de organizações interessadas em participar do projeto, entre elas grandes companhias do agronegócio e da indústria de insumos, em um momento dedicado à troca de experiências e à discussão sobre mecanismos capazes de transformar ganhos ambientais em valor econômico para o produtor rural.
Durante o encontro, especialistas discutiram os principais desafios para ampliar a agricultura regenerativa no Brasil. A especialista em finanças sustentáveis e agronegócio Daniela Mariuzzo apresentou uma análise sobre os desafios para transformar os benefícios socioambientais em valor econômico para produtores e empresas. Em seguida, João Shimada, head de Agricultura Regenerativa da Produzindo Certo, mostrou como o Consórcio Reg.IA vem desenvolvendo metodologias para mensurar indicadores de solo, biodiversidade, emissões, produtividade e resiliência climática, criando uma base técnica capaz de apoiar novos mecanismos de financiamento, remuneração e gestão de riscos para o setor.
Parceira estratégica do Reg.IA, a BB Seguros participa do desenvolvimento de um projeto-piloto que avalia como práticas regenerativas podem ser incorporadas aos processos de subscrição e precificação do seguro rural, reconhecendo propriedades com menor exposição aos riscos climáticos. Ao sediar o encontro e promover o diálogo entre empresas parceiras e potenciais novos integrantes do consórcio, a companhia reforça seu compromisso com o desenvolvimento de soluções inovadoras para aumentar a resiliência do agronegócio brasileiro diante dos desafios das mudanças climáticas.
Para Paulo Hora, Superintendente Executivo de Resseguro e Agronegócios da Brasilseg, a transformação do agro depende da construção de soluções colaborativas capazes de gerar benefícios para toda a cadeia produtiva. "O Reg.IA mostra que inovação acontece quando diferentes setores trabalham juntos. Ao reunir empresas, produtores e especialistas, conseguimos construir soluções que fortalecem toda a cadeia produtiva. Para a Brasilseg, fazer parte desse movimento significa contribuir para um modelo de seguro rural cada vez mais conectado à sustentabilidade e à realidade do produtor brasileiro", destaca.
O encontro também evidenciou o avanço do Consórcio Reg.IA, que já reúne mais de 40 fazendas participantes e ultrapassa 54 mil hectares monitorados, formando uma base inédita de informações sobre produtividade, conservação ambiental e resiliência climática. A iniciativa vem atraindo empresas de diferentes segmentos interessadas em fortalecer esse ecossistema e ampliar os incentivos à adoção de práticas regenerativas. Entre as empresas presentes no encontro: Pepsico, IFC, Cargill, Elanco, Mapfre, P4F, JBS, Aprosoja MT.
Para Aline Maldonado Locks, CEO da Produzindo Certo, esse movimento demonstra que o mercado está cada vez mais preparado para construir soluções conjuntas capazes de acelerar a transição para uma agricultura mais sustentável.
"A agricultura regenerativa deixou de ser apenas uma agenda de sustentabilidade para se tornar uma agenda de competitividade e gestão de riscos. O que estamos construindo no Reg.IA é justamente um ambiente de colaboração capaz de conectar produtores, empresas, instituições financeiras e compradores em torno de mecanismos que reconheçam e remunerem esse valor. Quanto maior esse ecossistema, maior será nossa capacidade de acelerar essa transformação", afirma Aline.
Em um momento decisivo para o futuro do agronegócio brasileiro, autoridades, parlamentares e lideranças do setor de seguros se reuniram em Brasília, nesta terça-feira (14), para o evento “O seguro Rural que o Brasil precisa”

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.