
Agropecuária impulsiona PIB brasileiro, que cresce 0,5% no 2º trimestre
O PIB do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 em relação ao primeiro trimestre, totalizando R$ 3,4 trilhões, segundo o IBGE. A agropecuária foi o setor de maior destaque, impulsionada pelo desempenho da pecuária e pelas safras de soja e café.
A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três primeiros meses do ano, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º). O Produto Interno Bruto (PIB) somou R$ 3,4 trilhões no período, com a agropecuária registrando o melhor desempenho entre os principais setores da economia.
Agropecuária lidera crescimento entre os setores
A agropecuária avançou 2,8% no segundo trimestre, em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2025, o crescimento chegou a 6,8%.
De acordo com o IBGE, o resultado foi favorecido pelo desempenho da pecuária e pelos ganhos de produção e produtividade de importantes culturas agrícolas, entre elas soja e café.
Soja e café avançam; arroz e algodão recuam
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a produção estimada de soja cresceu 5,3%, enquanto a de café avançou 15,1%, segundo o IBGE.
Em sentido contrário, o arroz apresentou queda de 11,3%, e o algodão recuou 7,0% na mesma base de comparação.
Para o milho, os dados disponíveis apresentam diferenças conforme a fonte considerada, com registros que apontam tanto para queda quanto para estabilidade da produção. Por isso, não há um único percentual consolidado para a cultura no período.
Indústria e serviços avançam em ritmo moderado
Os demais setores da economia também registraram crescimento no trimestre, mas em ritmo inferior ao da agropecuária.
A indústria cresceu 0,1% em relação ao primeiro trimestre de 2026. O resultado foi influenciado principalmente pelas indústrias extrativas, que avançaram 3,4% no período.
Já o setor de serviços apresentou alta de 0,2% na mesma comparação.
Investimentos crescem, enquanto consumo das famílias recua
Pelo lado da demanda, o principal destaque positivo foi a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que representa os investimentos na economia. O avanço foi de 1,2% em relação ao trimestre anterior.
O consumo do governo também cresceu, com alta de 0,4%.
Já o consumo das famílias recuou 0,4% no período. Segundo o IBGE, o resultado está relacionado, entre outros fatores, aos efeitos dos juros elevados e ao nível de endividamento das famílias.
No setor externo, as exportações de bens e serviços caíram 0,8%, enquanto as importações aumentaram 1,8%, na comparação com o primeiro trimestre de 2026.
PIB acumula alta de 2% em 12 meses
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB brasileiro cresceu 2,0%.
Considerando o primeiro semestre de 2026, a economia acumulou alta de 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025, segundo o IBGE.
O desempenho da agropecuária contribuiu de forma significativa para o resultado, em um cenário marcado pelo avanço da produção de importantes culturas e pelo bom desempenho da pecuária.
Fonte: IBGE — Contas Nacionais Trimestrais, divulgadas em 1º de setembro de 2026.




