
O agronegócio brasileiro consolidou um dos sistemas de logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas mais eficientes do mundo. Segundo dados atribuídos ao inpEV, à CNA e ao Senar, mais de 90% das embalagens utilizadas no campo recebem reciclagem ou destinação ambientalmente adequada a cada ano — resultado construído ao longo de décadas por uma rede que reúne produtores rurais, indústria, cooperativas, entidades setoriais e poder público.
O Sistema Campo Limpo iniciou suas operações em 2001, quando as primeiras coletas somavam cerca de 3 mil toneladas. Desde então, conforme dados atribuídos a Marcelo Okamura e ao inpEV, o volume acumulado de embalagens com destinação ambientalmente adequada superou a marca de 900 mil toneladas. A evolução reflete tanto a expansão da infraestrutura de coleta quanto o engajamento crescente dos produtores rurais ao longo dos anos.
Para sustentar essa operação, a indústria de defensivos agrícolas investe anualmente mais de R$ 100 milhões em transporte e processamento das embalagens, conforme informado pelo Band Agro. Atualmente, o Brasil conta com mais de 400 unidades de recebimento distribuídas pelo território nacional, de acordo com dados da CNA.
No âmbito estadual, o Paraná figura entre os destaques nacionais. Segundo dados atribuídos ao veículo O Paraná e ao inpEV, 98% das embalagens de agrotóxicos geradas no estado passam pela logística reversa — índice superior à média nacional. Em volume absoluto, isso representa 6 mil toneladas anuais de embalagens com destinação ambientalmente correta.
A estrutura paranaense conta com 12 centrais e 65 postos de recebimento espalhados pelo estado. Um exemplo da capilaridade desse sistema é a ADDAV, unidade localizada em Cascavel que, segundo dados atribuídos à própria associação e ao O Paraná, recolhe 500 toneladas de embalagens vazias por ano — o equivalente a cerca de 41 toneladas mensais — atendendo produtores de 28 municípios da região.
O desempenho na gestão de embalagens integra um contexto mais amplo de responsabilidade socioambiental do setor. Estimativas divulgadas pela Embrapa indicam que o agronegócio brasileiro contribui para a alimentação de cerca de 800 milhões de pessoas, o que representa aproximadamente 10% da população mundial. A combinação de alta produtividade com práticas ambientalmente responsáveis reforça o posicionamento do Brasil como referência global no campo da sustentabilidade agrícola.

Os futuros de milho para setembro/26 avançaram na CBOT na manhã de quinta-feira (20), depois da alta no fechamento de quarta-feira, com o mercado atento ao Pro Farmer Crop Tour. No Brasil, o mesmo vencimento recuou na B3, enquanto a colheita da safrinha progredia no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O sorgo brasileiro ganha espaço no mercado chinês, com a expectativa de embarque de 30 navios ao longo do ano, enquanto a produção nacional cresceu 20% segundo a Conab, com o Maranhão liderando a expansão regional com alta de 115%.

A safra principal de melão no Vale do São Francisco (abril a julho de 2026) foi marcada por custos de produção 16% maiores que os do ano anterior, pressionados sobretudo por defensivos agrícolas e insumos de plasticultura. Apesar da queda de 17% na produtividade, a forte alta dos preços elevou a margem do produtor de melão amarelo em 236% em relação à safra de 2025, segundo o Cepea.

O custo de produção do frango de corte no Paraná avançou 1,39% em julho de 2026, para R$ 4,77 por quilo, de acordo com a Embrapa Suínos e Aves. Ração e pintainhos de um dia responderam juntos por 82,34% do custo total.

A família Brelsford, em Des Moines, Iowa, mantém armazenagem própria com secador para toda a produção. As lavouras de milho no estado americano chegam a 500 sacas por hectare, enquanto juros e ritmo de plantio diferem do cenário brasileiro.