
A comercialização oficial de cacau em Camarões totalizou 247.914 toneladas na safra 2025/26, de acordo com o Conselho Nacional do Cacau e Café (ONCC). O volume representa queda de 19,9% em relação à temporada anterior, quando o país atingiu o recorde histórico de 309.518 toneladas pelos canais formais.
O ONCC atribui o resultado a mudanças climáticas, com chuvas irregulares e seca, além de maior incidência de pragas, perda de fertilidade do solo e envelhecimento dos cacaueiros. Os dados consideram apenas o volume comercializado via canais oficiais.
Na mesma safra 2025/26, a Região Central concentrou 44,54% das compras oficiais, o equivalente a cerca de 110,4 mil toneladas.
A Cocoa Development Corporation (Sodecao) estima perda entre 40% e 50% das mudas jovens de cacau em alguns viveiros do país. A avaliação aponta condições climáticas adversas e limitações agronômicas na reposição dos pomares.
Em datas distintas e para contratos diferentes, o mercado futuro de cacau na Bolsa de Nova York registrou recuos.
O contrato para entrega em julho fechou com queda de 5,53%, cotado a US$ 4.182 por tonelada em uma sexta-feira (08). A movimentação foi associada ao aumento dos estoques certificados e à liquidação de posições compradas, conforme dados de Barchart e CNN Brasil.
Na quinta-feira (07) imediatamente anterior a essa sessão, os estoques de cacau monitorados pela ICE atingiram 2,668 milhões de sacas, o maior nível em vinte meses.
Já os papéis para setembro caíram 0,71% na quarta-feira (05/08/2026), cotados a US$ 5.882 por tonelada na bolsa de Nova York, no segundo dia consecutivo de baixa. A indicação de aumento da produção de cacau em Gana foi citada como fator, segundo Globo Rural e Barchart.
Para a safra 2025/26, o órgão regulador de Gana projeta crescimento de 25,6% na produção de cacau, alcançando 750 mil toneladas.
Projeções de mercado citadas em outra fonte indicam redução da safra de cacau em Gana na próxima temporada. Analistas, por sua vez, projetam queda nas safras de Gana e da Costa do Marfim na próxima safra em razão da influência do El Niño no clima regional.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) indica 61% de probabilidade de formação do El Niño entre maio e julho, com 25% de chance de um Super El Niño.

Os preços do etanol hidratado e anidro caíram na última semana de julho no mercado paulista, enquanto o açúcar cristal encerrou o mês com leve alta acumulada, mas já recuou no começo de agosto. Oferta elevada e tempo seco impulsionam a colheita, e usinas de cana e milho enfrentam margens apertadas.

A colheita de milho em Mato Grosso foi marcada por chuvas em junho que atrasaram os trabalhos e exigiram secagem artificial de parte da produção, enquanto os preços em Sinop caíram em relação a anos anteriores, mesmo com a produtividade das lavouras se mantendo estável.

A influência do El Niño sobre a safra 2026/27 deverá ir muito além das alterações no regime de chuvas. Em um cenário de custos elevados, margens mais apertadas e maior exposição ao risco climático, especialistas defendem que o produtor precisará adaptar sua estratégia de manejo para reduzir perdas e aumentar a capacidade de resposta das lavouras diante das adversidades

O aumento da frequência de secas, enchentes, ondas de calor e outros eventos climáticos extremos está transformando a maneira como o segmento de seguro rural avalia os riscos no agronegócio brasileiro.

A Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) informa que as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro encerraram o mês de abril de 2026 com 2,54 milhões de toneladas. Volume significa leve redução de 6% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram entregues 2,70 milhões de toneladas.