
Chapecó sedia 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura com foco em sanidade e tecnologia
O 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura reúne o setor em Chapecó (SC) entre 11 e 13 de agosto de 2026, com programação gratuita centrada em sanidade, biotecnologia e tecnologia. Temas como o aumento de mortalidade por Streptococcus suis e achados de pesquisas no Oeste do Paraná integram o debate técnico.
O 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura está sendo realizado em Chapecó, Santa Catarina, entre 11 e 13 de agosto de 2026. Promovido pelo Nucleovet, o evento é gratuito e tem como eixos a sanidade, a biotecnologia e a tecnologia aplicadas à suinocultura.
A programação técnica do simpósio amplia a agenda do setor, que já contou, no mês de junho, com o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, realizado em Marechal Cândido Rondon (PR).
Entre os temas de sanidade em destaque, destaca-se o aumento das mortalidades por surtos de Streptococcus suis em granjas de suínos nos últimos anos. Segundo a professora Aline Viott, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), os índices atingiram 15%, 18% e até mais de 20% em alguns plantéis, no Brasil e no exterior. O crescimento está associado ao aumento da resistência a antimicrobianos e ao predomínio do sorotipo 9 da bactéria.
Pesquisa conduzida no Oeste do Paraná, com 94 necropsias de suínos com suspeita de infecção por Streptococcus suis, confirmou laboratorialmente a presença da bactéria em 64 casos. Aproximadamente 90% desses casos estavam associados ao sorotipo 9, conforme dados apresentados por Aline Viott.
No mesmo estudo, metade (50%) dos animais avaliados apresentava alguma enfermidade concomitante. A influenza foi a associação mais frequente. A professora da UFPR explica que a influenza destrói células do trato respiratório e facilita a invasão da bactéria Streptococcus suis.
O simpósio em Chapecó reúne esses e outros debates técnicos, consolidando o espaço de atualização para a cadeia suinícola brasileira.




