
A China intensificou as compras de soja dos Estados Unidos ao longo da primeira semana de agosto de 2026, em um movimento que reforça o cumprimento dos compromissos firmados no âmbito da trégua comercial entre Washington e Pequim. A sequência de aquisições, confirmada tanto por fontes oficiais quanto por operadores de mercado, sinaliza o apetite chinês pela oleaginosa americana mesmo em meio a tensões bilaterais.
A semana começou com o anúncio, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), da venda de 488 mil toneladas de soja para a China na segunda-feira (03/08). No dia seguinte, terça-feira (04/08), o USDA reportou mais 132 mil toneladas negociadas com o mesmo destino.
Na quarta-feira (05/08), a Bloomberg noticiou que empresas estatais chinesas adquiriram pelo menos mais 13 cargas de soja americana, o equivalente a aproximadamente 800 mil toneladas, com entrega prevista para setembro. As operações envolveram embarques tanto pelo Golfo dos EUA quanto pelo Pacífico Noroeste.
Já na quinta-feira (06/08), o USDA voltou a informar a venda de 122 mil toneladas de soja da safra 2026/27 para a China, fechando uma semana de intensa atividade comercial entre os dois países.
As compras recentes se inserem no compromisso assumido pela China de adquirir pelo menos 25 milhões de toneladas de soja americana por ano até 2028, meta estabelecida durante a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping realizada em maio. Além da oleaginosa, o acordo prevê que Pequim destine pelo menos US$ 17 bilhões anuais a outros produtos agrícolas dos EUA no mesmo período.
Segundo a Bloomberg, as aquisições chinesas de soja americana para a safra 2026/27 já somam cerca de 6 milhões de toneladas, indicando que o país asiático está no caminho para atingir a meta anual, embora ainda haja um longo volume a ser contratado.
Operadores consultados pela Reuters também reportaram que a China comprou pelo menos mais 10 carregamentos de soja dos EUA, reforçando a percepção de que Pequim está utilizando as aquisições como instrumento de distensão comercial. Apesar das tensões que permeiam a relação bilateral, o fluxo de embarques de soja americana para o mercado chinês segue robusto, sustentando os preços da oleaginosa e mantendo os produtores americanos atentos ao ritmo de cumprimento das metas acordadas.

A soja subiu no porto de Paranaguá e em praças do Paraná e de Mato Grosso na quarta-feira (05/08), com impulso atribuído a oscilações em Chicago. O trigo também valorizou no Paraná e no Rio Grande do Sul.

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O USDA informou que o índice de qualidade da soja nos Estados Unidos ficou em 63% na semana encerrada na última segunda-feira (3), número estável em relação à semana anterior, mas inferior aos 69% observados no mesmo período do ano passado.