
A safra de milho em Mato Grosso enfrentou um período de junho a julho de 2024 marcado por contratempos climáticos e um cenário de preços menos favorável ao produtor. O relato vem de Vera, município da região norte do estado, onde o agricultor Thaiago cultivou 1.440 hectares de milho.
Em junho, precipitações de até 50 mm registradas em Vera atrasaram o andamento da colheita, empurrando parte dos trabalhos para julho. Como consequência direta desse cenário, o produtor Thaiago precisou secar artificialmente cerca de 2/3 da área colhida, o que resultou em aumento dos custos operacionais da safra.
Mesmo diante das dificuldades impostas pelo clima, as lavouras de milho em Mato Grosso conseguiram sustentar produtividade entre 120 e 130 sacas por hectare no período de junho a julho. O resultado indica que, do ponto de vista agronômico, a safra não foi comprometida de forma significativa pelas chuvas que atrasaram a colheita.
Enquanto a produção se manteve em patamares consistentes, o cenário de preços trouxe outro desafio aos produtores da região. Em Sinop, os valores do milho no período atual de 2024 variam entre R$ 38 e R$ 47 por saca. O montante contrasta com os preços praticados em anos anteriores na mesma praça, quando a saca era comercializada entre R$ 75 e R$ 80 — um patamar bem mais elevado do que o observado atualmente.
Outro ponto que compõe o panorama da safra em Mato Grosso é a capacidade de armazenagem da região, considerada insuficiente para atender à demanda dos produtores. Diante dessa limitação estrutural, os silos bolsa se consolidaram como a principal solução utilizada pelos agricultores para armazenar a produção, em meio a uma preocupação constante com a falta de investimentos em infraestrutura de armazenamento no estado.
O conjunto desses fatores — atrasos causados pelo clima, custos adicionais com secagem, produtividade sustentada e preços mais baixos que os de anos anteriores — desenha um retrato das condições enfrentadas pelos produtores de milho mato-grossenses na safra de 2024.

Os preços do etanol hidratado e anidro caíram na última semana de julho no mercado paulista, enquanto o açúcar cristal encerrou o mês com leve alta acumulada, mas já recuou no começo de agosto. Oferta elevada e tempo seco impulsionam a colheita, e usinas de cana e milho enfrentam margens apertadas.

O USDA informou que o índice de qualidade da soja nos Estados Unidos ficou em 63% na semana encerrada na última segunda-feira (3), número estável em relação à semana anterior, mas inferior aos 69% observados no mesmo período do ano passado.

O aumento da frequência de secas, enchentes, ondas de calor e outros eventos climáticos extremos está transformando a maneira como o segmento de seguro rural avalia os riscos no agronegócio brasileiro.

A Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) informa que as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro encerraram o mês de abril de 2026 com 2,54 milhões de toneladas. Volume significa leve redução de 6% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram entregues 2,70 milhões de toneladas.

Um estudo da ABStartups, em parceria com a USP, com base em 170 agtechs brasileiras, revela um ecossistema ainda enxuto e relativamente jovem, mas em desenvolvimento acelerado. Quase metade das startups já captou investimento, sendo 54,8% desses recursos oriundos do próprio estado de origem. Em termos de maturidade, 39,4% têm até três anos e 32,9% já passaram de cinco; 51,4% passaram por pivotagem, indicando forte capacidade de adaptação para atender demandas do campo.