
Custos de produção de milho e soja no Brasil subirão na safra 2026/27, projeta RaboResearch
A RaboResearch projeta aumento nos custos operacionais de milho e soja no Brasil para a safra 2026/27, impulsionados pelo encarecimento dos fertilizantes. Na Europa, despesas com energia e adubos também elevam os gastos com insumos em até 15%.
As estimativas para a safra 2026/27 apontam para um cenário de encarecimento no campo, de acordo com dados divulgados em outubro pela RaboResearch. O custo operacional de produção do milho no Brasil deve atingir a marca de US$ 820 por hectare, o que representa um avanço de aproximadamente 11% em comparação aos US$ 739 por hectare registrados na temporada anterior. A soja também acompanhará a tendência de alta, com o custo operacional projetado em US$ 899 por hectare, um acréscimo próximo a 4% frente aos US$ 866 por hectare da safra passada.
Um dos principais vetores para esse encarecimento no Brasil é o mercado de insumos. O custo específico com fertilizantes para as lavouras de milho deve subir cerca de 10%, passando de US$ 226 para US$ 248 por hectare. Segundo a RaboResearch, essa alta é causada diretamente pelas tensões no Oriente Médio e por interrupções na oferta global. Já para a cultura da soja, o impacto nos adubos será mais contido, com um aumento estimado em cerca de 2%, elevando o valor de US$ 284 para US$ 290 por hectare.
O cenário de custos elevados não se restringe ao mercado brasileiro. Na Europa, as despesas com energia e fertilizantes também pressionam o setor produtivo na referência 2026/27. A RaboResearch estima que os custos com insumos no continente europeu tenham se elevado entre 10% e 15% na comparação anual, um reflexo direto das dificuldades climáticas enfrentadas na região e do aumento geral dos custos.




