
Alunos dos 4º e 5º anos da Escola de Tempo Integral (ETI) Fidêncio Bogo, localizada em Palmas, estão experimentando de maneira prática todas as etapas do cultivo de milho. Recentemente, os estudantes iniciaram a colheita da safra plantada no início de dezembro do ano passado, antes das férias escolares.
O plantio abrangeu uma área de aproximadamente 130 metros quadrados e foi conduzido durante as aulas de Agroecologia e Saberes do Campo. As aulas foram ministradas pelo professor Edivan Araújo Batista, especialista em Agronomia. Em seu retorno às aulas, os alunos encontraram o milho em fase de reprodução, pronto para a colheita.
O projeto envolveu os alunos em todo o ciclo do cultivo, desde o preparo do solo até as práticas de manejo sustentável. Ademir Bandeira, diretor da ETI, destaca que a iniciativa proporcionou mais do que o simples ato de plantar e colher. "A iniciativa do professor contribui para a proposta educacional ao unir teoria e prática, valorizando os saberes do campo e motivando o protagonismo dos alunos", enfatiza o diretor.
Estima-se que serão colhidos cerca de 80 quilos de milho, que se destinarão ao reforço da alimentação escolar. Além disso, o trabalho também aborda o aproveitamento integral das plantas. As palhas e outros resíduos passam por trituração e compostagem, transformando-se em adubo orgânico. Este material é reincorporado aos canteiros da escola, fortalecendo o ciclo sustentável e promovendo a consciência ambiental entre os estudantes.
O professor Edivan afirma que acompanhar o ciclo completo do milho — desde o plantio até a colheita e reutilização dos resíduos — ensina, na prática, conceitos de sustentabilidade, produção de alimentos e responsabilidade ambiental. O milho colhido será servido aos alunos na forma de bolo, milho cozido ou refogado.

É Apontado a ausência de legislação específica para turismo rural e os entraves jurídicos, agravados pela reforma tributária, que dificultam a formalização de empreendedores e a construção de uma Política Nacional de Turismo Rural.

Resumo: A agricultura regenerativa pode transformar uma propriedade de emissora de carbono para capturadora, armazenando carbono no solo na forma de matéria orgânica, com o solo como o segundo maior reservatório do planeta. O modelo aumenta biodiversidade, recupera ecossistemas e reduz custos a médio e longo prazo ao diminuir a dependência de insumos. Além disso, favorece a vida microbiana do solo e polinizadores, com sistemas integrados como ILPF e o uso de bioinsumos contribuindo para reduzir emissões de óxido nitroso e metano. Economicamente, pode gerar até US$ 1,4 trilhão em oportunidades e criar 62 milhões de empregos no mundo; no Brasil, tende a alinhar conservação ambiental e competitividade, ampliando acesso a mercados e financiamento verde por meio de rastreabilidade. A estabilidade de custos vem da menor dependência de insumos importados e do maior uso de processos biológicos. Embora associada à orgânica, a regenerativa foca em resultados ecológicos (sequestro de carbono, biodiversidade, melhoria do solo) em vez de proibições de insumos. Em transições, podem ocorrer insumos sintéticos pontuais, desde que avaliados por indicadores ambientais. Para iniciar, é essencial um diagnóstico detalhado do solo, identificação de problemas e medidas como bioinsumos, diversificação de culturas, rotação de plantios e plantio direto, com apoio de extensão rural e troca entre produtores já atuantes.

Resumo: Alerta sobre o futuro da pecuária brasileira, com dados da Embrapa que indicam que até 2040 metade dos pecuaristas pode deixar a atividade, impulsionada pela degradação das pastagens, baixa eficiência e pouca adoção de tecnologia. Quem não investir em manejo adequado, correção de solo, ajuste da taxa de lotação e intensificação sustentável pode perder espaço para a lavoura.

Resumo: Um estudo publicado na Science aponta que o impacto ambiental do uso de agrotóxicos aumentou entre 2013 e 2019, contrariando a meta da COP15 de reduzir os riscos em 50% até 2030. Ao avaliar 625 substâncias em 201 países pelo indicador Toxicidade Total Aplicada (TAT), seis dos oito grupos apresentaram crescimento de risco: artrópodes terrestres (+6,4% ao ano), organismos do solo (+4,6%), peixes (+4,4%), invertebrados aquáticos (+2,9%), polinizadores (+2,3%) e plantas terrestres (+1,9%), enquanto plantas aquáticas e vertebrados terrestres recuaram. O Brasil está entre os países de maior intensidade de impacto por área, junto com China, EUA e Argentina; juntos Brasil, China, EUA e Índia respondem por 53% a 68% do impacto total. Em média, 20 substâncias por país respondem por mais de 90% do impacto, com destaque para inseticidas (piretroides, organofosforados, neonicotinoides), herbicidas de alto volume (acetoclor, paraquat, glifosato) e fungicidas usados em sementes e manejo do solo. O aumento do impacto acompanha a expansão de áreas cultivadas e a intensificação produtiva, gerando custos indiretos para biodiversidade, polinizadores e ecossistemas aquáticos. Entre 65 países analisados, apenas o Chile deve atingir a meta de redução; Brasil e outros precisarão retornar a níveis de risco de mais de 15 anos atrás.