
A montagem da safra de arroz 2026/27 no Mercosul passou a incorporar, em 21 de agosto de 2026, um fator climático de acompanhamento mais próximo. No Uruguai, o INIA descreve o El Niño como fenômeno já em operação, de intensidade elevada, e admite que o evento ainda possa ganhar força nos meses seguintes.
Nesse quadro, cresce a probabilidade de volumes de chuva superiores ao padrão histórico na primavera e no início do verão, com ênfase na porção norte do território uruguaio. O instituto associa o excesso hídrico à possível redução dos dias úteis para o preparo das áreas, a semeadura, a fertilização, o manejo das lavouras e a colheita, o que comprimiria as janelas de trabalho no campo.
No recorte regional, o analista Sergio Cardoso coloca a atuação do El Niño entre os principais pontos de atenção na construção da safra orizícola 2026/27 no Mercosul. Ele ressalta, no entanto, que uma projeção climática não se confunde com certeza e tampouco implica, de forma automática, em perdas de produção.

Relatório do Inmet indica probabilidade superior a 90% de o El Niño permanecer até o início de 2027. A Embrapa recomenda respeito ao Zarc, formação de palhada, escalonamento da semeadura e cultivares de ciclos distintos para reduzir riscos climáticos na soja da safra 2026/2027.

O veranico e uma área de alta pressão devem manter o calor intenso no Centro-Oeste nos próximos dias, com máximas que podem superar 36°C em Mato Grosso e Goiás. A regularização das chuvas nesses estados é estimada para o fim de setembro e outubro, enquanto uma frente fria pode elevar os acumulados acima de 50 mm na Campanha gaúcha a partir de quinta-feira.

A Sadia Halal registrou receita líquida de US$ 590 milhões e Ebitda ajustado de US$ 95 milhões no segundo trimestre de 2026. Em agosto, a China suspendeu a importação de carne bovina sem osso da unidade de Tacuarembó da MBRF no Uruguai.

Projeções do INMET indicam que o El Niño permanece no Pacífico Equatorial até o verão de 2026/2027. No Tocantins, o fenômeno pode favorecer menos chuva, temperaturas mais altas e maior risco de queimadas, com impactos possíveis sobre soja, milho e pastagens.

Acumulados de chuva podem ultrapassar 150 mm em pontos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina entre 12 e 19 de agosto de 2026. A umidade elevada já favorece doenças foliares nas lavouras gaúchas, com a semeadura do trigo concluída no Sul.