
Entre janeiro e março de 2026, o volume nacional de rações chegou a 22,6 milhões de toneladas. O avanço de 5,4% sobre o primeiro trimestre de 2025 consta de levantamento preliminar do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).
A entidade vincula o resultado ao desempenho das cadeias de proteínas animais, sobretudo aves e suínos, com expansão da produção e das exportações.
A avicultura de corte respondeu pela maior fatia da demanda no período, ao absorver cerca de 10 milhões de toneladas de ração — alta de aproximadamente 6% em relação a 2025. O Sindirações associa o movimento à recuperação após dificuldades sanitárias enfrentadas em 2025.
No mesmo trimestre, o IBGE registrou crescimento de 3,6% no abate de frangos e avanço superior a 7% no peso acumulado das carcaças. Para o ano de 2026, a expectativa do sindicato é de 39,8 milhões de toneladas de rações destinadas a frangos de corte.
A demanda das poedeiras somou 1,8 milhão de toneladas no 1T2026. A projeção anual fica em torno de 7,7 milhões de toneladas.
O consumo de ração na suinocultura atingiu 5,5 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, 7,8% acima dos 5,1 milhões de toneladas observados no 1T2025. O sindicato atribui a variação ao crescimento do abate e ao desempenho das exportações.
O abate de suínos alcançou 15,3 milhões de cabeças no trimestre, com alta anual de cerca de 5,5%. A demanda de rações projetada para o segmento em 2026 é de aproximadamente 23,6 milhões de toneladas.
A produção de ração para bovinos de corte avançou 8,5% no 1T2026 e ficou em cerca de 1,3 milhão de toneladas. Segundo o Sindirações, o forte fluxo exportador ajudou a equilibrar a disponibilidade no mercado doméstico. A previsão para 2026 é superar 8,2 milhões de toneladas.
Na pecuária leiteira, a demanda por ração chegou a 2,02 milhões de toneladas, 3,1% acima do ano anterior. Em paralelo, a aquisição de leite cru sob inspeção sanitária atingiu 6,8 bilhões de litros no trimestre, crescimento de 3,3% em relação ao 1T2025. A entidade relaciona os dois indicadores ao aumento da oferta de matéria seca, a investimentos em produtividade e à maior intensificação tecnológica.
A demanda por rações na aquicultura cresceu 6,4% no 1T2026 e alcançou aproximadamente 500 mil toneladas, em ambiente de maior previsibilidade após dificuldades no ano anterior. Para 2026, o sindicato estima 1,97 milhão de toneladas.
O mercado de alimentos para cães e gatos registrou consumo de pouco mais de 1 milhão de toneladas no trimestre.
O Sindirações projeta produção total de rações de 94,9 milhões de toneladas em 2026, alta de 4,6%. Incluído o sal mineral, o volume pode chegar a 98,4 milhões de toneladas. A perspectiva é associada a ganhos de produtividade, à busca por maior eficiência e à adoção de tecnologias de produção e nutrição de precisão.

O custo de produção do frango de corte no Paraná avançou 1,39% em julho de 2026, para R$ 4,77 por quilo, de acordo com a Embrapa Suínos e Aves. Ração e pintainhos de um dia responderam juntos por 82,34% do custo total.

As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 519,2 mil toneladas em julho de 2026, alta de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita chegou a US$ 991,2 milhões (+34,3%), impulsionada pela retomada de embarques após impactos da Influenza Aviária.

Dados de 2025 e projeções para 2026 mostram o Paraná como protagonista na cadeia de frango no Brasil e a China ampliando participação nas exportações mundiais, com análises sobre complementariedade e possíveis pressões futuras no mercado.

Com mais de três décadas de atuação, a Mantiqueira Brasil se consolidou como líder em inovação no mercado de ovos da América do Sul, destacando-se pela qualidade e diversidade de seus produtos. A empresa alia tecnologia e sustentabilidade para transformar o setor e oferecer soluções nutricionais diferenciadas por meio de um portfólio robusto, que inclui as marcas Ovos Mantiqueira, Happy Eggs® (referência em ovos de galinhas livres

O calor extremo na França resultou na morte de centenas de milhares de aves, sobrecarregando os serviços de coleta de carcaças. Em função disso, autoridades avaliam a possibilidade de enterro de aves nas granjas nas duas principais regiões produtoras do país, segundo entidades agrícolas.