
O Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (CEIF/FCO) aprovou R$ 15,2 milhões destinados a projetos de armazenagem entre os financiamentos do setor rural.
Na 8ª Reunião Ordinária de 2026, o conselho aprovou 60 cartas-consulta que somam R$ 127,8 milhões em financiamentos para atividades rurais e empresariais em 35 municípios de Mato Grosso do Sul.
Do total aprovado nessa reunião, R$ 94,5 milhões correspondem ao FCO Rural, distribuídos em 56 cartas-consulta.
Entre os financiamentos do setor rural aprovados, R$ 28,4 milhões foram destinados a projetos de irrigação. Outros R$ 26,2 milhões foram destinados à aquisição de máquinas.
No FCO Empresarial foram aprovadas quatro cartas-consulta, com valor total de R$ 33,2 milhões.
De janeiro até o momento em 2026, o CEIF/FCO aprovou 692 cartas-consulta, que totalizam R$ 1,395 bilhão em financiamentos. A programação do FCO para Mato Grosso do Sul em 2026 dispõe de R$ 3,028 bilhões.

Na safra 2025/2026, a área plantada de algodão no Brasil recuou cerca de 4% a 5,5% diante de custos altos e margens apertadas. Em Mato Grosso do Sul, o Rd médio da pluma no início do ciclo ficou em 73,6, abaixo dos 75,9 registrados no mesmo período da safra passada.

A família Brelsford, em Des Moines, Iowa, mantém armazenagem própria com secador para toda a produção. As lavouras de milho no estado americano chegam a 500 sacas por hectare, enquanto juros e ritmo de plantio diferem do cenário brasileiro.

A Medida Provisória 1.376/2026 prevê renegociar até R$ 100 bilhões em dívidas rurais, mas o mecanismo permanece praticamente parado. Enquanto isso, o agronegócio registrou 474 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026, alta de 21,9%.

Em julho de 2026, a agricultura empresarial formalizou 26.034 contratos de crédito rural totalizando R$ 28,2 bilhões. A Cédula de Produto Rural concentrou a maior fatia, enquanto o custeio convencional somou R$ 6,5 bilhões.

O fortalecimento do El Niño no segundo semestre de 2026 amplia a vigilância sobre a safra de arroz no Mercosul. Segundo o analista Sergio Cardoso, o fenômeno eleva a chance de primavera chuvosa e pode afetar preparo, irrigação, manejo e qualidade dos grãos em diferentes países da região.