
Google compra créditos de carbono ligados a lavouras de arroz no RS
Em setembro de 2026, o Google anunciou a compra de créditos de carbono vinculados a lavouras de arroz no Rio Grande do Sul, em parceria com a Terradot. O projeto combina manejo hídrico para reduzir metano e aplicação de basalto para retirar carbono da atmosfera.
O Google anunciou, em setembro de 2026, a compra de créditos de carbono associados a lavouras de arroz no Rio Grande do Sul, em parceria com a Terradot. O anúncio contempla duas frentes distintas, com prazos e mecanismos próprios.
Até 2030, a companhia contratou créditos vinculados à redução de 1 milhão de toneladas de metano. Em linha separada, com entrega prevista até 2040, comprou créditos para a remoção de 1 milhão de toneladas de carbono da atmosfera. Ambos os compromissos se apoiam em contratos de compra de créditos de carbono.
O projeto climático da Terradot com o Google prevê alcançar mais de 200 mil hectares de arroz no Estado, em safra com início de plantio no final de 2026. O Rio Grande do Sul concentra atualmente 70% das lavouras de arroz do Brasil.
Antes dessa expansão, a Terradot já havia implantado a iniciativa em mais de 20 mil hectares.
Manejo da água e basalto no solo
A redução de metano está atrelada à adoção do Manejo Hídrico Alternado (AWD). A técnica alterna irrigação e drenagem para diminuir as condições anaeróbicas que geram o gás. A redução de metano é convertida em CO2 equivalente.
A remoção de carbono, por sua vez, ocorre pela aplicação de rochas vulcânicas moídas (basalto) no solo, processo conhecido como intemperismo acelerado. O material reage com a água da chuva e com o CO2, promovendo uma retirada duradoura de dióxido de carbono da atmosfera. O carbono removido por essa via pode permanecer retido por mais de 10 mil anos.
Há ainda a meta de ampliar a iniciativa para mais de 1,5 milhão de hectares de arroz no Brasil.
O valor financeiro específico do acordo entre Google e Terradot não foi divulgado. Acordos anteriores no mercado de créditos de carbono indicam preços acima de US$ 100 por tonelada de carbono removida.




