
Durante a programação, o pesquisador científico José Caram de Souza Dias, do Centro de Fitossanidade do IAC, apresentará e demonstrará a Tecnologia IAC Broto/Batata-Semente, inovação desenvolvida pelo Instituto que amplia a eficiência da produção de batata-semente por meio do aproveitamento de brotos sadios provenientes de tubérculos.
A tecnologia permite transformar brotos que normalmente seriam descartados em material propagativo de alta qualidade, possibilitando a produção de minitubérculos com fidelidade genética e sanitária em relação ao tubérculo-mãe. A técnica contribui para aumentar a oferta de batata-semente, reduzir perdas e fortalecer a sustentabilidade e a competitividade da cadeia produtiva.
Segundo o pesquisador científico José Caram de Souza Dias, a tecnologia está sendo levada ao Norte do Paraná como uma alternativa para ampliar a produção nacional e incentivar uma nova atividade agrícola na região. "Estamos implantando e avaliando a bataticultura em uma região onde essa cultura ainda não faz parte da realidade de muitos agricultores. Nosso objetivo é demonstrar, avaliar e transferir a Tecnologia IAC Broto/Batata-Semente para pequenos, médios e agricultores familiares que desejam incorporar a produção de batata como uma nova fonte de renda, com foco em um sistema sustentável e, inclusive, na produção orgânica."
Caram explica que a inovação aproveita um material que tradicionalmente seria descartado durante o preparo da batata-semente para o plantio. "Os brotos vigorosos provenientes de tubérculos importados de alta qualidade sanitária normalmente são removidos ou se desprendem antes do plantio e acabam sendo descartados. Com a tecnologia desenvolvida pelo IAC, eles passam a ser utilizados como material de propagação, praticamente sem custo adicional, produzindo minitubérculos com alta fidelidade genética e sanitária em relação ao tubérculo-mãe. Estamos mudando o destino desses milhares de brotos: do descarte para o uso como uma nova fonte de batata-semente."
Além da apresentação técnica, o IAC levará ao workshop materiais demonstrativos da tecnologia, incluindo tubérculos brotados, brotos destinados ao plantio e minitubérculos produzidos pelo método IAC, permitindo aos participantes conhecer, na prática, as diferentes etapas do processo de produção.
"A tecnologia IAC-Broto/Batata-semente será demonstrada durante o workshop quanto à sua viabilidade prática e econômica no suprimento de material de propagação. Vamos mostrar como milhares de brotos que antes eram considerados resíduos podem se transformar em batata-semente, contribuindo para ampliar a produção nacional, reduzir desperdícios e fortalecer a sustentabilidade da cadeia produtiva", destaca Caram.
A programação também abordará temas como a importância das viroses na bataticultura, formas de disseminação, reconhecimento e controle das doenças, além dos desafios relacionados à dependência brasileira da importação de batata-semente e das alternativas tecnológicas para ampliar a produção nacional.
O workshop reunirá agricultores familiares, estudantes de pós-graduação, profissionais de assistência técnica, extensionistas rurais, pesquisadores e representantes da iniciativa privada, promovendo a difusão de tecnologias voltadas à segurança alimentar, ao fortalecimento da produção de batata e à inovação no setor agrícola.
Durante o evento, o pesquisador também apresentará o projeto “IAC Plantando Batata com Ciência”, iniciativa voltada à educação em defesa sanitária vegetal. "O projeto ensina estudantes do ensino fundamental sobre a importância da sanidade das plantas e da prevenção da introdução de viroses na agricultura. Queremos conscientizar as novas gerações de que sementes, mudas e outros materiais de propagação só devem ser plantados após avaliação fitossanitária, contribuindo para proteger a produção agrícola, o meio ambiente e a segurança do agronegócio brasileiro", afirma.

Imagine reduzir em até 90% o consumo de água na agricultura, reduzir expressivamente a necessidade de fertilizantes químicos e agrotóxicos, e ainda aproximar a produção de alimentos frescos dos grandes centros urbanos. Esse cenário já é realidade em fazendas urbanas (urban farming) ao redor do mundo por meio de uma tecnologia que integra duas técnicas de produção de alimentos - a aquaponia.

O avanço da produção de grãos nas novas fronteiras agrícolas brasileiras vêm revelando um novo desafio para o agronegócio: fazer com que a infraestrutura acompanhe o ritmo de crescimento das lavouras. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) mostram que estados como Rondônia, Maranhão, Pará e Tocantins registram alguns dos menores índices de cobertura de armazenagem do país, evidenciando que a expansão da produção tem ocorrido mais rapidamente do que os investimentos em silos e armazéns.

A safra brasileira de algodão surpreendeu com produtividade por hectare elevada, apesar de menor área plantada. Cotações sobem por adversidades climáticas em concorrentes internacionais, colheita mais lenta no país e volatilidade energética.

A Mosaic projeta queda de 30% no uso de fosfatados no Brasil em 2026, com déficit de 1,3 milhão de toneladas de DAP nos solos. O cenário é impulsionado pelo enxofre a US$ 705/t e já se reflete nos resultados da companhia, que registrou prejuízo no segundo trimestre.

Primeira empresa do agronegócio brasileiro a gerar, emitir e comercializar soluções climáticas a partir de práticas sustentáveis de agrcultura,[MM1] a Citrosuco, uma das maiores produtoras de suco de laranja e ingredientes cítricos do mundo, participa de dois painéis da São Paulo Climate Week, nos dias 4 e 6 de agosto. A companhia apresentará como a agricultura sustentável e regenerativa pode acelerar a adaptação às mudanças climáticas, gerar créditos de carbono de alta integridade e criar novas oportunidades de valor para o agronegócio.