
Importações de soja dos EUA pela China crescem 164% em julho
A China importou 1,11 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos em julho de 2026, alta de 164% ante julho de 2025. Os desembarques do Brasil caíram 5,9% no mês, mas avançaram no acumulado de janeiro a julho.
A China importou 1,11 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos em julho de 2026, segundo a Administração Geral das Alfândegas, com informações da Reuters e da CNN. Em relação a julho de 2025, quando os desembarques norte-americanos somaram 420.874 toneladas, o volume cresceu 164%.
O avanço do mês é associado à chegada de cargas adquiridas no âmbito de acordo para encerrar a guerra comercial e ao cumprimento dos acordos bilaterais entre Washington e Pequim.
No mesmo recorte de julho de 2026, as importações chinesas de soja do Brasil caíram 5,9% na comparação anual e totalizaram 9,78 milhões de toneladas. Em julho de 2025, a China havia importado 10,39 milhões de toneladas do grão brasileiro. A retração mensal é ligada ao aumento pontual dos desembarques de soja norte-americana.
O total de chegadas de soja na China em julho de 2026 somou 11,77 milhões de toneladas, alta de 0,9% no ano.
Acumulado de janeiro a julho
No período de janeiro a julho de 2026, o desempenho das duas origens segue outro padrão. As importações chinesas de soja dos Estados Unidos caíram 38%, para 10,29 milhões de toneladas. Já as compras do Brasil aumentaram 5,37%, para 44,53 milhões de toneladas, movimento atribuído a exportações recordes brasileiras no primeiro semestre.
Compras após cúpulas
Operadores, com informações da Reuters e da CNN, relatam que a China comprou mais de 7 milhões de toneladas de soja dos EUA após a cúpula de meados de maio de 2026 entre Donald Trump e Xi Jinping. No contexto das negociações e acordos de cúpula bilaterais, o país assumiu o compromisso de comprar 25 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos por ano até 2028.
Antes disso, Pequim havia comprado cerca de 12 milhões de toneladas de soja dos EUA após reunião de cúpula em outubro de 2025.




