
Inadimplência do agronegócio no Banco do Brasil atinge 6,3% em junho de 2026
A inadimplência do agronegócio no Banco do Brasil chegou a 6,3% em junho de 2026, ante 3,2% no segundo trimestre de 2025. No segundo trimestre de 2026, a instituição registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões e provisionou R$ 18,5 bilhões.
A inadimplência do agronegócio no Banco do Brasil atingiu 6,3% em junho de 2026. No segundo trimestre de 2025, a taxa da mesma carteira agrícola estava em 3,2%.
O recorte do crédito agro aparece em meio a deterioração das margens e juros elevados. Cerca de 80% dos produtores rurais trabalham com algum nível de financiamento, segundo estimativa de Vicente Zotti, da NRP Agro.
Atraso na carteira total e na pessoa física
Na carteira de crédito como um todo, a inadimplência acima de 90 dias do Banco do Brasil chegou a 5,6% no segundo trimestre de 2026. No segundo trimestre de 2025, o mesmo indicador estava em 4%.
Na pessoa física, a inadimplência acima de 90 dias atingiu 8,4% no segundo trimestre de 2026.
Lucro, provisões e capital
O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026. No mesmo período, a instituição provisionou R$ 18,5 bilhões, com alta de 16,4% na comparação anual.
Para o ano de 2026, o banco projeta provisões entre R$ 65 bilhões e R$ 70 bilhões.
O índice de capital principal caiu para 11,27% no segundo trimestre de 2026.




