
O Rio Grande do Sul deu mais um passo para consolidar sua liderança na produção nacional de azeite de oliva. Durante a 14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, na Região Metropolitana, o governador Eduardo Leite e o vice-governador Gabriel Souza destacaram a olivicultura como uma agenda estratégica para o desenvolvimento econômico do Estado, com expectativa de alcançar 800 mil litros na próxima safra.
O Estado concentra atualmente cerca de 6,5 mil hectares cultivados por aproximadamente 350 produtores, distribuídos em mais de cem municípios. O avanço da cadeia produtiva, segundo o governo, combina ampliação da área plantada, melhoria de qualidade, incentivo à inovação e ações para fortalecer a competitividade no mercado de azeites de alto padrão.
Ao participar do evento na sede do empreendimento Azeite Milonga, Leite afirmou que o Estado está estruturando uma política para transformar a vocação agrícola em valor econômico, integrando produção, ciência e mercado. A avaliação do governo é que a olivicultura gera renda, atrai investimentos e ainda abre espaço para atividades associadas, como o turismo, com impacto direto no desenvolvimento regional.
“Estamos estruturando uma política que transforma vocação em valor, integrando produção, ciência e mercado para posicionar o Rio Grande do Sul de forma competitiva”, afirmou o governador, ao destacar a importância de ampliar mercados e diferenciar o produto em um ambiente cada vez mais disputado.
Segundo Leite, cabe ao poder público garantir condições para o avanço do setor, com políticas públicas, certificação de qualidade e apoio à inovação, atuando como parceiro na promoção da competitividade, da agregação de valor e do desenvolvimento sustentável.
A produção de oliveiras segue mais concentrada na Metade Sul, onde municípios vêm ampliando sua presença no mercado nacional de azeites de qualidade. Entre os principais polos citados estão:
Encruzilhada do Sul
Canguçu
Pinheiro Machado
Bagé
Caçapava do Sul
Cachoeira do Sul
Santana do Livramento
São Sepé
São Gabriel
Sentinela do Sul
O fortalecimento desses territórios é visto como parte da estratégia de interiorização do desenvolvimento e de diversificação produtiva, com foco em culturas de maior valor agregado.
O vice-governador Gabriel Souza destacou que a cultura da oliva está em expansão e conta com apoio do governo por meio de iniciativas como o Pró-Oliva, programa de incentivo à produção. Ele também citou a Rota das Oliveiras, instrumento que conecta turismo e olivicultura, ampliando o potencial econômico em regiões produtoras.
Gabriel reforçou ainda a relevância da certificação e de mecanismos que valorizem a qualidade. O Estado possui um selo premium concedido pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia a produtos com qualidade comprovada. Para o vice-governador, apesar dos avanços, o setor ainda demanda mais apoio e integração com o turismo para impulsionar produção, emprego e renda.
Destaque: A estratégia estadual mira qualificação do produto, diferenciação e expansão de mercados, reforçando o posicionamento do azeite gaúcho no segmento de alta qualidade.
O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, afirmou que a atuação do Estado é somar esforços com o setor produtivo, apoiando e fomentando de forma responsável a institucionalização de políticas voltadas à olivicultura. Para ele, a liderança do Rio Grande do Sul no país coloca o Estado como referência para outras regiões que buscam desenvolver a mesma cadeia.
Um dos anúncios do evento foi a assinatura de um protocolo de intenções para criar o Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura do Rio Grande do Sul. A iniciativa reúne universidades, governo e setor produtivo, com o objetivo de ampliar a geração de conhecimento, estimular práticas sustentáveis e qualificar a produção.
Entre os focos previstos para o centro estão:
Mapear demandas da cadeia produtiva
Transferir tecnologia para produtores e indústria
Formar profissionais especializados
Estimular práticas sustentáveis e ganho de eficiência
Elevar a competitividade do azeite gaúcho
O Rio Grande do Sul é atualmente o maior produtor de azeite do país e acompanha o crescimento do mercado nacional, que, segundo projeções citadas no evento, pode chegar a cerca de 1 milhão de litros até 2026. Para sustentar esse avanço, a prioridade do governo é combinar aumento de produção com padronização, certificação e posicionamento de qualidade.
As variedades cultivadas incluem Arbequina, Arbosana, Koroneiki e Picual, que compõem a base de muitos azeites produzidos no Estado. O foco, segundo os organizadores e autoridades, está em consolidar a olivicultura como vetor de desenvolvimento regional alinhado a diretrizes de crescimento econômico sustentável.
Indicador Dados do RS Área cultivada Cerca de 6,5 mil hectares Número de produtores Aproximadamente 350 Municípios com produção Mais de cem Expectativa para a próxima safra 800 mil litros de azeite
Com a combinação de incentivo público, melhorias técnicas e estratégias de mercado, o Estado aposta em ampliar a presença do azeite gaúcho no cenário nacional, com produção cada vez mais orientada por qualidade, inovação e sustentabilidade.

A safra brasileira de algodão surpreendeu com produtividade por hectare elevada, apesar de menor área plantada. Cotações sobem por adversidades climáticas em concorrentes internacionais, colheita mais lenta no país e volatilidade energética.

Segundo a Conab, a produção nacional de sorgo na safra 2025/2026 deve chegar a 7,62 milhões de toneladas, com alta de 24,9% em relação à temporada anterior. Goiás lidera com 1,7 milhão de toneladas.

O agronegócio brasileiro deverá ampliar sua produção de grãos em cerca de 75 milhões de toneladas até a safra 2032/33, alcançando aproximadamente 390 milhões de toneladas, segundo projeções do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), elaboradas em conjunto com a Embrapa. Esse crescimento evidencia um dos principais desafios do setor para os próximos anos: produzir mais em um cenário marcado pelas mudanças climáticas, pela pressão sobre os recursos naturais e pela escassez de mão de obra qualificada. Para responder a esse contexto, a transformação digital assume um papel cada vez mais estratégico nas propriedades rurais, impulsionando uma agricultura mais conectada, orientada por dados e baseada em decisões em tempo real.
No concurso de produtividade, clientes da Stoller, marca da Corteva Agriscience se destacaram no pódio do segmento nas regiões Sudeste e Centro Oeste com o uso de ferramentas biológicas e de fisiologia vegetal que auxiliaram rentabilidade da oleaginosa

A expansão da fronteira agrícola no Pará em direção aos portos do Arco Norte impõe ao estado o desafio de equilibrar a produção de grãos e carne com a proteção ambiental. Desde 2021, mudanças institucionais e políticas de estímulo à conservação vêm permitindo avanços nesse equilíbrio, com especialistas apontando o Pará como um exemplo de iniciativas que geraram resultados concretos. Dados-chave ajudam a entender o cenário: a agropecuária representa cerca de....