
O preço de referência da ureia granular entregue no Brasil subiu 50% em maio de 2026 em comparação com a média registrada nos dois primeiros meses do mesmo ano, de acordo com o Banco Central.
No mesmo recorte temporal e no mercado de fertilizantes, o fosfato monoamônico (MAP) acumulou valorização de 29,7%. O cloreto de potássio registrou alta de 9,7% em maio de 2026 frente à média de janeiro e fevereiro.
As três variações referem-se ao Brasil e à comparação de maio de 2026 com a média dos dois primeiros meses de 2026. Entre os insumos acompanhados, a ureia granular apresentou o maior avanço percentual no período.

A safra brasileira de algodão surpreendeu com produtividade por hectare elevada, apesar de menor área plantada. Cotações sobem por adversidades climáticas em concorrentes internacionais, colheita mais lenta no país e volatilidade energética.

Segundo a Conab, a produção nacional de sorgo na safra 2025/2026 deve chegar a 7,62 milhões de toneladas, com alta de 24,9% em relação à temporada anterior. Goiás lidera com 1,7 milhão de toneladas.

A Mosaic projeta queda de 30% no uso de fosfatados no Brasil em 2026, com déficit de 1,3 milhão de toneladas de DAP nos solos. O cenário é impulsionado pelo enxofre a US$ 705/t e já se reflete nos resultados da companhia, que registrou prejuízo no segundo trimestre.

A ureia nos portos brasileiros acumula alta de 19% em cinco semanas, refletindo a demanda interna e o retorno da Índia ao mercado internacional. A relação de troca com o milho, porém, segue próxima da média dos últimos cinco anos.

O agronegócio brasileiro deverá ampliar sua produção de grãos em cerca de 75 milhões de toneladas até a safra 2032/33, alcançando aproximadamente 390 milhões de toneladas, segundo projeções do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), elaboradas em conjunto com a Embrapa. Esse crescimento evidencia um dos principais desafios do setor para os próximos anos: produzir mais em um cenário marcado pelas mudanças climáticas, pela pressão sobre os recursos naturais e pela escassez de mão de obra qualificada. Para responder a esse contexto, a transformação digital assume um papel cada vez mais estratégico nas propriedades rurais, impulsionando uma agricultura mais conectada, orientada por dados e baseada em decisões em tempo real.