
Ministério da Agricultura descarta risco de desabastecimento de fertilizantes para a safra 2026/27
O ministro André de Paula afirmou que o risco de falta de fertilizantes para a safra 2026/27 está descartado. A estratégia inclui pré-acordo de fosfatados no Marrocos e retomada da produção de ureia pela Petrobras.
O ministro da Agricultura, André de Paula, declarou durante a abertura do 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), em Belo Horizonte (MG), que o risco de desabastecimento de fertilizantes para a safra 2026/27 está descartado neste momento. O posicionamento ocorre em meio a um cenário no qual o Brasil importa mais de 90% dos fertilizantes que consome, insumos que correspondem a mais de 25% dos custos das culturas agrícolas, segundo dados atribuídos ao ministro.
Pré-acordo internacional para suprimento de fosfatados
Para a safra 2026/27, o Governo do Brasil estima um déficit de 5 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados. Com o objetivo de atender a essa demanda, o Ministério da Agricultura e a OCP Nutricrops assinaram, no Marrocos, um memorando de entendimento que estabelece um volume-alvo de 3,8 milhões de toneladas do insumo.
O volume acordado representa cerca de 76% do déficit projetado pelo governo. O documento firmado possui caráter de pré-acordo, de modo que as aquisições efetivas dependerão das condições comerciais negociadas posteriormente.
Projeções e capacidade nacional na produção de ureia
Em relação ao mercado de ureia, estimativas da Petrobras indicam que suas três unidades localizadas na Bahia, em Sergipe e no Paraná (ANSA) têm capacidade para suprir aproximadamente 20% do mercado brasileiro. A retomada das operações nas unidades da Bahia e de Sergipe ocorreu entre o fim de 2025 e o início de 2026, enquanto a unidade paranaense voltou a produzir ureia este ano.
A Petrobras projeta atingir cerca de 35% do mercado nacional do insumo após a conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), situada em Três Lagoas (MS). Sobre o cronograma do empreendimento, o ministro André de Paula citou, em coletiva após a abertura do congresso, a possibilidade de conclusão da UFN-III em meados de 2027. Por sua vez, a Petrobras prevê oficialmente o início da operação comercial da unidade em 2029.




