
O Rio Grande do Sul autorizou o plantio tardio de soja em quase 38 mil hectares fora do período definido pelo calendário oficial. A medida foi tomada após produtores relatarem dificuldades para cumprir a janela regular de semeadura, impactada por condições climáticas adversas e pelo atraso na colheita do milho.
A autorização atendeu áreas específicas e representou um volume reduzido quando comparado ao total projetado para a safra.
Segundo estimativas da Emater no Estado para a safra 2025/2026, a área liberada para o plantio tardio equivale a 0,56% do total de 6.742.236 hectares previstos para a cultura.
Indicador Valor Área autorizada para plantio tardio Quase 38 mil hectares Área total estimada para soja na safra 2025/2026 6.742.236 hectares Participação do plantio tardio no total estimado 0,56%
O calendário de semeadura definido para o ciclo atual estabelecia o período de 1º de outubro de 2025 a 28 de janeiro de 2026. O cronograma segue as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, que orienta a adoção de medidas sanitárias e de manejo para reduzir riscos fitossanitários.
Destaque: A definição de uma janela de plantio é uma estratégia que busca organizar a produção e minimizar vulnerabilidades sanitárias associadas ao cultivo fora do período recomendado.
A principal justificativa para a liberação excepcional foi o conjunto de fatores que dificultou a implantação da soja dentro do prazo. De acordo com a Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da secretaria estadual, o excesso de chuvas durante o ciclo do milho contribuiu para atrasar a colheita e, consequentemente, comprometer a semeadura da soja em áreas onde ocorre a sucessão de culturas.
Em muitas propriedades, a soja é plantada logo após a retirada do milho na mesma área. Quando o milho atrasa por condições de campo desfavoráveis, como alta umidade e solo encharcado, a janela de semeadura da soja tende a se estreitar, aumentando o risco de o produtor não conseguir operar máquinas e concluir o plantio no período previsto.
“O período de chuva durante a cultura do milho fez com que o ciclo juntasse, atrasando o plantio da soja, que ocorre logo após a colheita do milho na mesma área.”
— Chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapi, Deise Feltes Riffel
Embora a área autorizada seja pequena em relação ao total projetado, o plantio tardio pode ser relevante para propriedades que dependem da sucessão milho-soja para equilibrar fluxo de caixa e o aproveitamento do solo ao longo do ano agrícola. A decisão estadual busca dar previsibilidade aos produtores afetados por fatores climáticos, sem alterar o calendário oficial como regra.
A autorização também evidencia o impacto que eventos climáticos podem ter sobre o planejamento do setor, exigindo ajustes pontuais na condução das lavouras. Ainda assim, o plantio fora da janela tende a demandar atenção redobrada ao manejo, incluindo monitoramento de sanidade e planejamento operacional, para reduzir perdas e manter o desempenho produtivo.
Impacto direto: regularização de áreas que não conseguiram plantar na janela oficial.
Motivadores: chuvas e atraso na colheita do milho em áreas de sucessão.
Escala: autorização limitada, representando parcela pequena da área total prevista para a safra.
Em síntese, o Rio Grande do Sul autorizou o plantio de soja fora do período oficial em quase 38 mil hectares, após produtores enfrentarem atrasos causados por clima e pelo calendário do milho. A janela oficial de semeadura havia sido definida entre 1º de outubro de 2025 e 28 de janeiro de 2026, alinhada às diretrizes de controle da ferrugem asiática. A medida excepcional busca mitigar prejuízos pontuais, mantendo o calendário como referência para o planejamento da safra no Estado.

Resumo: A safra de trigo brasileira para 2026/27 mostra recuos importantes em área e produção, segundo estimativas \(Conab\) e \(IBGE\). A Conab aponta área de 2,14 milhões de hectares, 12,5% abaixo de 2025, com produção de 6,4 milhões de toneladas, queda de 19%. O IBGE projeta 2,4 milhões de hectares e 7,3 milhões de toneladas. No Paraná, o plantio está em andamento com 746 mil hectares, e a produção pode chegar a 2,44 milhões de toneladas se o clima colaborar, porém ainda passará por revisões.

A Embrapa Soja (PR) e a Caramuru Alimentos lançam a cultivar de soja BRS 579, indicada para produtores do centro-norte de Mato Grosso (região edafoclimática REC 402) com ciclo médio a tardio, GM 7.9, permitindo escalonamento da colheita e semeadura no início da safra.

Resumo: A ABRASS realizou, com a MOA Advogados, o workshop Reforma Tributária: Impactos nas Operações do Negócio de Sementes de Soja, para analisar os efeitos práticos da reforma no setor. O debate abordou CBS e IBS, fatos geradores, base de cálculo e rotinas de apuração, além da implantação da Nota Fiscal Eletrônica (em vigor desde 01/01/2026) e do modelo Split Payment; também foram discutidos a extinção do PIS/Pasep e COFINS, a substituição do ICMS/ISS pelo IBS e o período de transição 2026–2029, exigindo planejamento tributário e governança robusta. As especialistas Dra. Graciele Mocellin e Dra. Carolina Buzzanelli destacaram a necessidade de revisar processos, parametrizar sistemas e fortalecer controles internos para evitar contingências. A iniciativa reforça o compromisso da ABRASS em preparar multiplicadores de sementes de soja com apoio da MOA Advogados, conforme orientação do diretor Gladir Tomazelli.

Resumo: A segunda safra 2025/26 de feijão no Paraná avança rapidamente, com 71% da área plantada. A área cultivada é de 292,9 mil ha, 16% menor que o ciclo anterior, mas a produção deve subir 2% para 552,1 mil t, impulsionada pela produtividade de 1.885 kg/ha (vs 1.571). Do total, 97% das lavouras estão boas e 3% em condição moderada; está distribuída entre germinação (37%), vegetativo (62%) e floração (1%). Na semana anterior, 39% da área havia sido plantada, com germinação 36%, vegetativo 52%, floração 6%, frutificação 4% e maturação 2%. A colheita já começou em algumas regiões, mas representa menos de 1% da área total. O clima favorável sustenta a expectativa de safra sólida, mantendo o Paraná entre os maiores produtores de feijão do país.

Resumo: - Plantio de algodão em Mato Grosso está quase encerrado para a safra 2025/26, com 98,03% da área estimada de 1,43 milhão de hectares semeada; possibilidade de queda de 7,28% em relação a 2024/25, primeira desde 2020/21.