
Mercado de drones pulverizadores no Brasil deve ultrapassar R$ 2 bilhões em 2026
Projeções apontam que o segmento de drones pulverizadores movimentará mais de R$ 2 bilhões em 2026 no Brasil, com mais de 11 mil novas ativações. O setor de drones agrícolas mantém ritmo médio de alta de 30% ao ano e pode chegar a US$ 6 bilhões até 2030.
O segmento de drones pulverizadores no Brasil tem perspectiva de movimentar mais de R$ 2 bilhões ao longo de 2026, conforme dados da DJI Agriculture Brasil. No mesmo período, a expectativa é de ativação de mais de 11 mil novos drones agrícolas no país.
Esse volume de novas ativações representa crescimento projetado de 38% em comparação com 2025, ano em que mais de 8 mil equipamentos novos passaram a operar no território nacional. As informações sobre as ativações e a variação percentual também vêm da Agência Safras.
De acordo com o Sindag (Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola), o mercado brasileiro de drones agrícolas avança em média 30% a cada ano. A entidade projeta ainda que o setor como um todo alcance movimentação de US$ 6 bilhões até 2030.
No caso específico da DJI, a demanda por seus equipamentos no Brasil multiplicou-se por mais de 30 vezes no intervalo de 2021 a 2026. A companhia ampliou a estrutura de atendimento para mais de 400 pontos de venda e assistência técnica, cobrindo os 27 estados brasileiros. Além disso, treinou mais de 20 mil pilotos agrícolas no país.
Stefan Wang, diretor da DJI Brasil, destacou o perfil dos usuários: 40% dos novos operadores de drones da marca têm menos de 30 anos. Outro dado apontado por ele é que 95% dos proprietários desses equipamentos também oferecem serviços a terceiros.
Os modelos de pulverização da DJI alcançam capacidade de até 60 hectares por hora. Na cultura da soja, o uso desses drones reduz o consumo de água por hectare de 400 a 500 litros para cerca de 12 litros, o que equivale a uma diminuição de até 97%, segundo o mesmo executivo.
No âmbito da aviação agrícola tradicional, o CEO do Sindag e do Ibravag, Gabriel Colle, informou que a entidade reúne atualmente 272 empresas. Dessas, cerca de 50 já operam com drones.
A sequência de dados mostra o avanço contínuo do uso de drones no agro brasileiro, com números de 2025 servindo de base para as projeções de 2026 e a visão de longo prazo até 2030.




