
População de pragas cresce e ameaça produtividade de soja, milho e algodão no Brasil
O avanço populacional de percevejos e do bicudo-do-algodoeiro nas últimas cinco safras acende um alerta para os produtores brasileiros. Levantamentos indicam que essas pragas podem causar danos severos à produtividade das lavouras de soja, milho e algodão.
O agronegócio brasileiro enfrenta um desafio crescente com o avanço populacional de pragas nas lavouras. Nas últimas cinco safras, o país registrou um aumento expressivo na incidência de insetos que ameaçam a rentabilidade no campo. De acordo com Leandro Valerim, gerente de portfólio da UPL Brasil, a população de percevejos na cultura da soja cresceu 46,52% neste período. Paralelamente, as lavouras de algodão viram a presença do bicudo-do-algodoeiro saltar 49,83% no mesmo intervalo de tempo.
O impacto desse crescimento populacional reflete diretamente no potencial produtivo das propriedades. Na cultura da soja, os danos causados pelos percevejos podem comprometer até 30% da produtividade, segundo os dados apresentados por Valerim. O cenário pode ser ainda mais drástico nas plantações de milho, onde, em casos extremos, o ataque do percevejo tem o potencial de retirar até 80% da capacidade produtiva da lavoura.
No mercado de algodão, a ameaça do bicudo-do-algodoeiro também impõe perdas significativas. Valerim aponta que o dano causado pelo inseto pode subtrair até 20 arrobas de pluma por hectare. Dimensionando esse impacto para o futuro próximo, uma estimativa da consultoria Agroconsult projeta que as perdas provocadas pelo bicudo equivalerão a 5,8% da produtividade média esperada para a safra de algodão 2025/26.




