
MPMS investiga usina por infestação de moscas em Angélica; granja em Ivinhema sofre interdição sanitária
O MPMS abriu inquérito para investigar a possível ligação entre o manejo de vinhaça de uma usina em Angélica (MS) e uma infestação de moscas do estábulo. Em caso paralelo no setor avícola, uma granja em Ivinhema (MS) foi interditada em agosto pela Iagro por problemas sanitários semelhantes.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou, em outubro de 2026, um inquérito civil para investigar as causas de uma infestação de moscas do estábulo no município de Angélica (MS). A apuração, conduzida pelo promotor Allan Thiago Barbosa Arakaki, tem como foco analisar a possível relação entre a proliferação dos insetos e as atividades de uma usina de açúcar e álcool localizada na região. A linha de investigação aponta para um suposto manejo inadequado de resíduos orgânicos, especificamente a vinhaça, gerada pelo setor sucroenergético.
Apesar do inquérito em andamento pelo órgão ministerial, as informações oficiais do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) atestam a regularidade documental da instalação. A licença de operação da usina em Angélica foi renovada pelo instituto e possui validade vigente até o dia 27 de outubro de 2031.
Em um cenário paralelo, ocorrido em município e mercado distintos, o problema com infestações de moscas também gerou ações do poder público no setor de avicultura. Anteriormente, no dia 20 de agosto de 2026, uma granja avícola situada em Ivinhema (MS) foi alvo de fiscalização da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro). A operação culminou na interdição sanitária da propriedade após a confirmação de que o manejo inadequado de resíduos e falhas no controle de insetos resultaram na infestação de moscas no local.




