
Soja recua em Chicago após ficar de fora de acordo tarifário entre EUA e China
Os futuros da soja fecharam em queda de 2,33% na Bolsa de Chicago em 28 de setembro de 2026, negociados a US$ 12,8825 por bushel. A movimentação ocorreu após a soja em grão ser excluída das reduções tarifárias acordadas entre Estados Unidos e China.
Na segunda-feira, 28 de setembro de 2026, as cotações dos principais grãos fecharam em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT). O comportamento do mercado refletiu os anúncios de política comercial envolvendo Estados Unidos e China, marcados pela exclusão da soja em grão das novas medidas de alívio tarifário.
Queda da soja na Bolsa de Chicago
Na sessão de 28 de setembro de 2026, os contratos futuros de soja com vencimento em novembro caíram 2,33%, encerrando cotados a US$ 12,8825 por bushel. O recuo dos preços foi motivado pela ausência de confirmações concretas sobre a realização de compras da oleaginosa norte-americana pela China.
De acordo com informações da Royal Rural divulgadas pelo Globo Rural, a soja em grão produzida nos Estados Unidos permanece sujeita a uma tarifa de importação adicional de 10% no território chinês. Essa alíquota mantém as indústrias esmagadoras privadas do país asiático em situação de desvantagem competitiva para adquirir o grão dos EUA.
Acordo tarifário e prorrogação de trégua
Conforme relatado pelo Globo Rural via Visão Agro, Washington e Pequim concordaram em reduzir as tarifas incidentes sobre US$ 60 bilhões em mercadorias. O pacote abrange produtos agrícolas norte-americanos considerados não sensíveis, a exemplo de milho, trigo, sorgo, laticínios, farelo e óleo de soja, sementes de soja, arroz e carnes. Uma das listas publicadas pela Casa Branca foi desenhada com o objetivo de auxiliar os chineses a cumprir o compromisso de comprar US$ 17 bilhões em itens agrícolas dos EUA, meta estabelecida em acordos bilaterais prévios.
Além disso, com base em dados transmitidos pela agência Reuters via Visão Agro, o entendimento estabelecido entre as partes prevê a prorrogação da trégua comercial entre os dois países até o dia 10 de janeiro.
Desempenho do milho e do trigo
Apesar da redução das tarifas concedida pela China para a entrada de milho, trigo, sorgo, farelo e óleo de soja dos Estados Unidos, a medida não resultou em novos fechamentos imediatos de compra no dia 28 de setembro de 2026. A expectativa dos investidores era de que o anúncio viesse acompanhado por aquisições em maiores volumes.
Diante desse cenário de frustração no mercado:
- Milho: Os contratos para entrega em dezembro fecharam a sessão de 28 de setembro de 2026 em queda de 0,99%, negociados a US$ 5,23 por bushel.
- Trigo: Os contratos para dezembro recuaram 2,06% no mesmo dia, terminando cotados a US$ 6,8875 por bushel, acumulando a quinta sessão consecutiva de desvalorização.




