
O preço da ureia nos portos brasileiros registrou a quinta alta semanal consecutiva, acumulando valorização de 19% no período, segundo dados da StoneX. O movimento acende um alerta para o custo da próxima safra, uma vez que o insumo é essencial para a adubação nitrogenada das principais culturas do país.
A escalada nos portos brasileiros reflete uma tendência global de valorização da ureia. De acordo com a consultoria, dois fatores principais sustentam esse movimento: o avanço dos preparativos no campo brasileiro, que aquece a demanda doméstica, e o retorno da Índia ao mercado internacional após o anúncio de uma nova licitação de compra. A combinação desses elementos pressiona os preços do fertilizante tanto no mercado interno quanto no cenário externo.
Apesar da alta acumulada, a relação de troca entre o milho e a ureia no Brasil segue próxima da média observada nos últimos cinco anos, conforme aponta a StoneX. Isso indica que, embora o fertilizante tenha encarecido, o poder de compra do produtor de milho — medido pela quantidade de sacas necessárias para adquirir uma tonelada de ureia — ainda não se distanciou significativamente do padrão histórico recente.
O cenário demanda atenção redobrada dos produtores rurais. Com a aproximação do plantio da safra seguinte, a continuidade da trajetória de alta pode impactar diretamente a rentabilidade das lavouras, especialmente se os preços das commodities agrícolas não acompanharem o mesmo ritmo de valorização dos fertilizantes.

A Mosaic projeta queda de 30% no uso de fosfatados no Brasil em 2026, com déficit de 1,3 milhão de toneladas de DAP nos solos. O cenário é impulsionado pelo enxofre a US$ 705/t e já se reflete nos resultados da companhia, que registrou prejuízo no segundo trimestre.

A colheita de milho em Mato Grosso foi marcada por chuvas em junho que atrasaram os trabalhos e exigiram secagem artificial de parte da produção, enquanto os preços em Sinop caíram em relação a anos anteriores, mesmo com a produtividade das lavouras se mantendo estável.
A Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) informa que as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro encerraram o mês de abril de 2026 com 2,54 milhões de toneladas. Volume significa leve redução de 6% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram entregues 2,70 milhões de toneladas.

A Pioneer®, marca de sementes da Corteva Agriscience, anuncia Ana Paula Nascimento como nova líder para Brasil e Paraguai. Com mais de 18 anos de experiência no agronegócio, a líder do time de Agronomia de Produto na Corteva Agriscience, agora assume a missão de reforçar o protagonismo da Pioneer em milho, além de...

Especialistas destacam que a renegociação de dívidas no Congresso surge como um novo elemento de atraso, somando-se aos impactos já sentidos com as guerras no Irã e na Ucrânia, juros altos e menor rentabilidade dos produtores. A avaliação de executivos do setor é de que o adiamento das compras pode fazer com que parte das cargas de adubos não chegue a tempo às fazendas para o plantio da próxima safra de verão.