
O Governo de Mato Grosso instituiu o “Selo Parceiro do Meio Ambiente”, uma certificação voltada ao reconhecimento de propriedades rurais que adotam medidas preventivas e colaboram com ações de combate aos incêndios florestais no estado. O decreto foi assinado pelo governador Otaviano Pivetta nesta segunda-feira, durante o lançamento do Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e aos Incêndios Florestais.
A assinatura também contou com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), coronel Flávio Glêdson Vieira Bezerra. A iniciativa passa a integrar a política estadual de prevenção, fiscalização e resposta aos incêndios, reforçando a cooperação entre poder público e setor produtivo rural para reduzir danos ambientais e proteger a saúde coletiva, especialmente durante a estiagem.
Ao destacar a importância do engajamento conjunto, o governador afirmou que a certificação simboliza o compromisso do Estado em valorizar produtores que mantêm práticas sustentáveis e atuam de maneira responsável na prevenção e no enfrentamento de incêndios florestais. A expectativa do governo é atravessar o período seco com o mínimo de prejuízos, diante do histórico recente de episódios considerados críticos no estado.
Em destaque: o selo busca estimular uma cultura de gestão de risco no meio rural, priorizando ações preventivas, organização e pronta resposta em áreas mais vulneráveis ao fogo.
O Selo Parceiro do Meio Ambiente será concedido às propriedades que realizarem cadastro voluntário no Sistema Integrado de Cadastro de Recursos para Apoio aos Incêndios Florestais (SICRAIF), coordenado pelo CBMMT. O reconhecimento ocorrerá em níveis progressivos, de acordo com o grau de engajamento e com a comprovação técnica das medidas preventivas adotadas.
Todo o processo — incluindo critérios de concessão, fiscalização, renovação e progressão entre níveis — será regulamentado pelo Corpo de Bombeiros, responsável pela emissão do selo. A proposta é evidenciar propriedades que se destacam em boas práticas e em ações estruturadas de prevenção, principalmente em períodos de calor intenso, baixa umidade e maior risco de focos de incêndio.
Identificar propriedades com atuação preventiva e colaborativa;
Reconhecer de forma objetiva ações e recursos disponibilizados pelos produtores;
Mapear equipamentos e estruturas úteis para resposta rápida a incêndios;

A análise do projeto pode ser adiada novamente. A proposta está na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) desta terça-feira (26/5), mas deverá haver um novo encontro da equipe econômica para discutir o texto e negociar os termos. O governo diverge do relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL), defendendo critérios mais rígidos para definir os beneficiários, e ainda não estão fechados os juros, os valores finais e as fontes de recursos para financiar a renegociação.

Aprimorar a coordenação de ações em áreas rurais com maior vulnerabilidade ao fogo.
Segundo o comandante-geral do CBMMT, coronel Glêdson, o selo é um instrumento estratégico para tornar visível o nível de comprometimento de cada propriedade com a prevenção e o combate aos incêndios florestais. Ele também ressaltou que o cadastro viabiliza o mapeamento de recursos disponíveis nas fazendas, o que tende a agilizar futuras operações em regiões afetadas pelo fogo.
Ainda de acordo com o comandante, a participação do produtor rural fortalece uma capacidade de resposta descentralizada na zona rural. O CBMMT destaca que, desde a implementação inicial do sistema, produtores e entidades do setor têm ampliado o cadastro voluntário, contribuindo com a disponibilidade de equipamentos e apoio logístico em situações de emergência.
Por que isso importa: em cenários de incêndios florestais, a rapidez no deslocamento e a existência de recursos próximos ao foco podem reduzir a propagação do fogo e minimizar impactos ambientais, econômicos e sociais.
Prognósticos climáticos indicam que Mato Grosso pode enfrentar seca severa neste ano. O cenário pode ser agravado por condições associadas ao El Niño, fenômeno que tende a reduzir a frequência e o volume de chuvas em diversas regiões do Brasil, especialmente no Centro-Oeste, além de elevar as temperaturas médias.
Com temperaturas mais altas e menor umidade, aumentam as chances de propagação de incêndios e o potencial de danos em áreas produtivas e de preservação. Nesse contexto, o governo estadual busca ampliar instrumentos de incentivo à prevenção, combinando organização, monitoramento e colaboração com o setor rural.
Eixo O que muda na prática Reconhecimento Certifica propriedades com medidas preventivas e atuação colaborativa. Organização Estimula gestão de risco e adesão ao cadastro voluntário no SICRAIF. Resposta Mapeia recursos nas propriedades e ajuda a agilizar ações em áreas rurais. Prevenção na estiagem Reforça ações diante do risco de seca severa e temperaturas elevadas.
A assinatura do decreto ocorreu durante solenidade de lançamento do plano estadual de combate ao desmatamento ilegal e aos incêndios florestais. Participaram do evento secretários estaduais, autoridades das forças de segurança e gestores públicos, além de representantes municipais e chefias de órgãos ligados à proteção ambiental no estado.
Com a criação do selo e a expansão do cadastro voluntário, Mato Grosso aposta em uma estratégia de prevenção estruturada e cooperação para reduzir o avanço dos incêndios florestais no período de seca, ampliando a capacidade de resposta e valorizando práticas sustentáveis no campo.
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A Polícia Militar Ambiental iniciou ontem, 25, a Operação Huracán, uma ação de fiscalização e prevenção contra queimadas e incêndios florestais em todo o estado de São Paulo. A operação, que segue até quinta-feira, 29, concentra esforços em áreas mais vulneráveis durante o período de estiagem, com monitoramento intensificado de aceiros, margens de rodovias e ferrovias, estradas rurais, unidades de conservação ambiental e áreas de cultivo de cana-de-açúcar.