
São Paulo — A Polícia Militar Ambiental iniciou na última segunda-feira (25) a Operação Huracán, uma força-tarefa de fiscalização e prevenção voltada ao combate de queimadas e incêndios florestais em todo o estado de São Paulo. A ação segue até quinta-feira (29), com atenção especial para áreas consideradas mais vulneráveis durante o período de estiagem.
Com a queda na umidade e o aumento do risco de propagação do fogo, a operação busca reduzir a ocorrência de focos de incêndio e evitar que chamas iniciadas em pontos aparentemente pequenos ganhem grandes proporções, atingindo vegetação nativa, áreas de produção e propriedades rurais. O trabalho também tem caráter preventivo, ao identificar situações que possam favorecer o avanço do fogo, especialmente em regiões com histórico de queimadas.
Durante a Operação Huracán, as equipes da PM Ambiental vão intensificar o monitoramento em locais que costumam funcionar como corredores de ignição e dispersão de incêndios. Entre os principais pontos de fiscalização estão:
Aceiros (faixas sem vegetação que atuam como barreiras contra o fogo);
Margens de rodovias e ferrovias, onde faíscas, descarte inadequado de resíduos e ações humanas podem iniciar focos;
Estradas rurais, frequentemente próximas a áreas de vegetação e propriedades;
Unidades de conservação ambiental, com maior sensibilidade ecológica;
Áreas de cultivo de cana-de-açúcar, que podem apresentar risco elevado em períodos secos.
O objetivo é identificar falhas de manutenção e situações de risco que favoreçam a propagação de incêndios, ampliando a capacidade de resposta e o controle preventivo em diferentes regiões do estado.

O governador Otaviano Pivetta assinou, na manhã de 25 de maio, o decreto que institui o Selo Parceiro do Meio Ambiente, criado para reconhecer e valorizar propriedades rurais que adotam medidas preventivas e colaboram com o combate a incêndios florestais em Mato Grosso.

Um dos focos centrais da operação é a vistoria das condições dos aceiros. Essas faixas de terreno limpo, sem vegetação, funcionam como uma espécie de “corta-fogo”, dificultando que as chamas avancem de uma área para outra. Quando mal conservados ou inexistentes, o fogo encontra combustível contínuo e pode se espalhar com rapidez, especialmente sob vento e baixa umidade.
Além disso, os policiais ambientais também vão inspecionar as faixas de domínio — áreas localizadas às margens de vias urbanas e rurais — por serem pontos onde pequenos focos podem evoluir rapidamente para ocorrências de grande impacto. Nessas regiões, a combinação de vegetação seca e circulação intensa tende a aumentar a vulnerabilidade ao incêndio.
O período de estiagem costuma concentrar parte dos incêndios florestais por criar condições ideais para a ignição e a rápida propagação do fogo. A vegetação fica mais seca, o solo perde umidade e qualquer descuido pode provocar combustão. Em áreas próximas a rodovias, ferrovias e estradas rurais, a chance de surgimento de focos aumenta ainda mais.
Durante a operação, a estratégia é atuar de forma preventiva, direcionando esforços para pontos onde o risco é maior, contribuindo para evitar danos ambientais e impactos sobre áreas produtivas.
Área monitorada Objetivo da fiscalização Risco associado Aceiros Verificar manutenção e continuidade das barreiras Propagação acelerada do fogo em áreas contínuas de vegetação Margens de rodovias e ferrovias Inspecionar pontos vulneráveis e prevenir focos Ignição por faíscas e rápida expansão para matas e lavouras Estradas rurais Reforçar vigilância em áreas de transição entre cultivo e mata Focos locais com potencial de atingir grandes áreas Unidades de conservação Proteger áreas ambientais sensíveis Danos à biodiversidade e ao patrimônio natural Cultivo de cana-de-açúcar Identificar condições que favoreçam a propagação Incêndios em áreas agrícolas e risco de expansão para vegetação nativa
A Operação Huracán é baseada na premissa de que a prevenção, especialmente no auge da estiagem, é uma das medidas mais eficazes para reduzir incêndios florestais. Ao direcionar o trabalho para inspeções e monitoramento de áreas críticas, a PM Ambiental busca mitigar riscos antes que o fogo se instale, protegendo tanto o meio ambiente quanto propriedades rurais e áreas de cultivo.
Com a operação em andamento até quinta-feira (29), a expectativa é ampliar a vigilância em regiões vulneráveis e reforçar a identificação de falhas estruturais que podem transformar um foco inicial em uma ocorrência de grandes proporções.
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