
Casos foram confirmados pela Iagro e ocorreram em fazendas de Nova Andradina e Angélica, após dias de temperaturas muito baixas, vento e chuva.
A recente onda de frio em Mato Grosso do Sul resultou na morte de 83 bois e vacas em propriedades rurais do estado nos últimos dias. As ocorrências foram confirmadas pela Iagro, agência estadual responsável pela defesa sanitária animal, que atribuiu as mortes à hipotermia causada pela exposição prolongada a frio intenso, vento e chuva em áreas abertas.
Segundo os registros, os óbitos ocorreram em cinco fazendas localizadas nos municípios de Nova Andradina e Angélica. A situação mais crítica foi observada em Nova Andradina, onde foram contabilizados 74 animais mortos. Em Angélica, houve o registro de 9 bovinos mortos em uma propriedade.
Nos últimos dias, diversas regiões de Mato Grosso do Sul enfrentaram temperaturas abaixo de 7°C. Em alguns pontos, a sensação térmica ficou próxima de 0°C, cenário que amplia o risco de estresse térmico e pode levar à queda de resistência em animais expostos sem abrigo adequado.
De acordo com a Iagro, a combinação de baixa temperatura, vento e umidade é especialmente perigosa para bovinos mantidos em campo aberto, pois acelera a perda de calor corporal e pode evoluir para hipotermia, condição que compromete funções vitais.
Município Propriedades com registros Número de bovinos mortos Causa apontada Nova Andradina Fazendas com ocorrência confirmada 74 Hipotermia por exposição a frio, vento e chuva Angélica Uma propriedade com ocorrência confirmada 9 Hipotermia por exposição a frio, vento e chuva Total — 83 —
A agência reforçou que episódios como este podem se intensificar em períodos de instabilidade climática, quando o frio vem acompanhado de chuva persistente e rajadas de vento, reduzindo ainda mais a capacidade do animal de manter a temperatura corporal.
Diante do cenário, a Iagro orientou produtores rurais a adotarem medidas imediatas para proteger o rebanho durante frentes frias. Entre as recomendações, está a condução dos animais para locais com abrigo natural, como áreas protegidas por árvores, matas ou barreiras naturais, que ajudam a reduzir o impacto do vento e a exposição direta à chuva.
Resumo prático: a proteção contra vento e chuva é tão importante quanto a temperatura baixa, pois a umidade acelera a perda de calor e aumenta o risco de hipotermia.

A área técnica do governo federal trabalha na consolidação de documentos e informações a serem enviados à União Europeia nas negociações sobre regras de antimicrobianos aplicadas à produção animal brasileira. A SDA (Secretaria de Defesa Agropecuária) do Mapa é responsável pela parte técnica, com o material ainda sendo organizado internamente antes do envio aos europeus. A expectativa era encaminhar os documentos nesta segunda-feira (25), mas o envio ainda não ocorreu; a previsão permanece de ocorrer ainda nesta semana, conforme o acordo apresentado em Bruxelas.
Evitar áreas abertas em dias de vento e chuva, priorizando locais com proteção natural.
Reforçar o manejo alimentar para garantir maior aporte de energia.
Dar atenção especial a animais debilitados ou mais sensíveis às variações de temperatura.
Manter vigilância constante em períodos de quedas abruptas de temperatura.
A agência também recomendou reforço na alimentação do rebanho durante os dias mais frios, principalmente para animais em condição corporal mais frágil. O objetivo é aumentar a disponibilidade de energia para que o organismo consiga lidar melhor com o estresse térmico e reduzir a probabilidade de agravamento do quadro.
Embora bovinos sejam animais resistentes, a exposição prolongada a frio intenso pode levar a perdas significativas, sobretudo quando há umidade e vento. Em condições adversas, o corpo precisa gastar mais energia para manter a temperatura, e a situação tende a se agravar quando o animal não encontra abrigo ou não recebe suporte nutricional adequado.
Especialistas em manejo de rebanho alertam que frentes frias com sensação térmica muito baixa podem provocar queda de desempenho e comprometimento do bem-estar animal. Em casos extremos, como os registrados em Mato Grosso do Sul, a condição pode evoluir rapidamente para hipotermia e morte.
A ocorrência reforça a importância de planejamento e prevenção em regiões suscetíveis a quedas bruscas de temperatura, com adoção de estratégias de proteção ambiental e manejo nutricional ao longo do inverno.
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