Colheita de soja em Mato Grosso do Sul atinge 14,9% até 13/02; clima seco e veranicos afetam lavouras e projetam 15,195 milhões de toneladas
ColheitaA Granja·Publicado em 23/02/2026·4 mins de leituraGrátis

Colheita de soja em Mato Grosso do Sul atinge 14,9% até 13/02; clima seco e veranicos afetam lavouras e projetam 15,195 milhões de toneladas

Soja em MS avançou 14,9% até 13/02; clima impactou safra; previsão 15,195 milhões de toneladas.

Colheita de soja em Mato Grosso do Sul atinge 14,9% até 13/02; clima seco e veranicos afetam lavouras e projetam 15,195 milhões de toneladas

Colheita de soja avança em Mato Grosso do Sul, mas fica abaixo do ritmo da safra anterior

A colheita da soja em Mato Grosso do Sul segue em andamento e, até 13 de fevereiro, o Estado havia colhido 14,9% da área estimada, o equivalente a cerca de 714 mil hectares, conforme acompanhamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS.

O avanço é desigual entre as regiões, com maior concentração de trabalhos no sul do Estado. A diferença no ritmo reflete, sobretudo, o comportamento do clima nas últimas semanas, que interferiu no desenvolvimento das lavouras e na evolução das operações em campo.

Região sul lidera o avanço da colheita

Entre as regiões monitoradas, o sul registra o maior progresso, com 19% da área colhida. Na sequência aparecem as regiões centro, com 10,3%, e norte, com 5,9%.

As informações constam no Boletim nº 647, elaborado a partir de levantamentos junto a produtores rurais, sindicatos e empresas de assistência técnica nos principais municípios produtores do Estado, em parceria com o Sistema Famasul.

Ritmo está 13,8 pontos percentuais abaixo do ano passado

Na comparação com o mesmo período da safra 2024/2025, o índice atual está 13,8 pontos percentuais abaixo. No ciclo anterior, Mato Grosso do Sul registrava 28,7% da área colhida até 13 de fevereiro.

“O avanço da colheita reflete as condições enfrentadas ao longo de janeiro. Tivemos estiagem prolongada e temperaturas elevadas, principalmente na região sul, o que impactou o desenvolvimento das lavouras e, consequentemente, o desempenho em campo.”

— Flavio Aguena, assessor técnico da Aprosoja/MS

Estiagem e calor elevaram o estresse das lavouras

O cenário climático foi decisivo para o ritmo da colheita no início da safra. Em dezembro de 2025, mais de 75% das lavouras apresentavam boas condições. Porém, em janeiro, houve piora expressiva em função de veranicos, com períodos superiores a 20 dias sem chuva em algumas localidades.

Levantamentos de campo indicam que mais de 640 mil hectares foram impactados, com destaque para municípios como Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai. A combinação de chuvas irregulares e temperaturas elevadas aumentou a pressão sobre o sistema produtivo e contribuiu para a diferença em relação ao ritmo de colheita observado no ciclo anterior.

Condições das lavouras: maioria ainda é considerada boa

Apesar das adversidades, a avaliação atual aponta que 63% das lavouras no Estado são classificadas como boas. Outras 23,2% são consideradas regulares e 13,8% entram na categoria de ruins.

As áreas com maior comprometimento estão associadas a um conjunto de fatores que se intensificaram com o clima, incluindo irregularidade das chuvas, presença de solos arenosos, alta incidência de pragas e falhas no estande de plantas.

Principais fatores ligados ao comprometimento das áreas

  • Chuvas mal distribuídas ao longo de janeiro

  • Solos arenosos, com menor retenção de umidade

  • Maior pressão de pragas em determinadas regiões

  • Falhas no estande e perdas de vigor das plantas

  • Temperaturas elevadas, especialmente no sul do Estado

Resumo dos indicadores atuais

Indicador Resultado Área colhida até 13 de fevereiro 14,9% (aprox. 714 mil ha) Avanço por região Sul: 19% | Centro: 10,3% | Norte: 5,9% Comparação com 2024/2025 13,8 p.p. abaixo (ano anterior: 28,7%) Áreas impactadas por veranicos Mais de 640 mil ha Condição das lavouras Boas: 63% | Regulares: 23,2% | Ruins: 13,8%

Projeções para a safra 2025/2026: área maior e produtividade estimada

Para a safra 2025/2026, a estimativa aponta área cultivada de 4,794 milhões de hectares, o que representa crescimento de 5,9% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média projetada é de 52,82 sacas por hectare, com expectativa de produção de 15,195 milhões de toneladas.

O desempenho final, no entanto, dependerá da evolução do clima nas próximas semanas e da capacidade de as lavouras manterem o potencial produtivo nas áreas onde o estresse hídrico e térmico foi mais intenso. Para o setor, o acompanhamento regionalizado segue como ferramenta estratégica para orientar decisões de manejo e planejamento das operações de colheita.

Em destaque: a colheita de soja em MS avança, mas a diferença em relação ao ano passado reforça o impacto dos veranicos e das temperaturas elevadas sobre o ritmo e as condições das lavouras.

```

Artigos Relacionados

Goiás espera safra 2025/26 de 35,8 milhões de toneladas de grãos; soja e milho impulsionam a produção
Notícia1 min de leitura

Goiás espera safra 2025/26 de 35,8 milhões de toneladas de grãos; soja e milho impulsionam a produção

Goiás projeta colher 35,8 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, com área de 7,8 milhões de hectares e produtividade média de 4,6 t/ha, mirando a segunda maior safra da história. A soja permanece dominante, com 5,1 milhões de hectares plantados e produção estimada de 19,8 milhões de toneladas, sustentando as exportações e a proteína animal. No milho, a primeira safra registra ganho de produtividade, totalizando 149 mil hectares e 1,5 milhão de toneladas na soma de todas as safras. Girassol e sorgo ganham relevância, com o girassol acima de 72 mil toneladas em 47 mil hectares e o sorgo estimado em 1,6 milhão de toneladas, em 438,1 mil hectares (alta de 7,3%). Segundo o secretário Pedro Leonardo Rezende, os números mostram a consistência do setor e a solidez das cadeias agrícolas, fortalecidas por tecnologia no campo e gestão eficiente, mantendo Goiás entre os principais produtores nacionais.

Soja: 30% da safra 2025/26 é colhida no Brasil; atraso persiste e Rio Grande do Sul fica em risco com chuvas
Notícia1 min de leitura

Soja: 30% da safra 2025/26 é colhida no Brasil; atraso persiste e Rio Grande do Sul fica em risco com chuvas

Resumo: A colheita da safra 2025/26 de soja no Brasil atingiu 30% da área até quinta-feira (19), frente a 21% na semana anterior e 39% no mesmo período do ano passado, segundo a AgRural. Apesar do avanço, o ritmo é o mais baixo para essa época desde a safra 2020/21, refletindo plantio tardio, alongamento do ciclo das lavouras e chuvas durante a colheita, com variação por estado. O progresso foi puxado pelo tempo mais firme no Centro-Oeste, mas o avanço ainda enfrenta atrasos em várias regiões. No Rio Grande do Sul, as chuvas foram bem-vindas, porém distribuídas de forma pouco uniforme, e grande parte das lavouras gaúchas ainda está enchendo grãos, mantendo o risco de quebra e a necessidade de mais chuva para frear perdas.

Mato Grosso: Colheita atrasada pela chuva, crédito rural caro e risco de insolvência no agronegócio movem o debate sobre recuperação judicial
Notícia1 min de leitura

Mato Grosso: Colheita atrasada pela chuva, crédito rural caro e risco de insolvência no agronegócio movem o debate sobre recuperação judicial

Resumo: Em Mato Grosso, o agronegócio enfrenta atraso de colheita devido às chuvas intensas, elevando custos, dificultando o acesso às lavouras e pressionando o fluxo de caixa. O quadro é agravado pela elevação do custo e da seletividade do crédito, com garantias maiores, prazos menores e negativas de financiamento em momentos críticos.

A Granja

Portal de conteúdo jornalístico voltado ao agronegócio brasileiro. 80 anos trazendo informação confiável ao produtor rural.

Newsletter

Receba as principais notícias do agro diretamente no seu e-mail.

© 2026 A Granja. Todos os direitos reservados.