
O Recife recebe nesta terça-feira (31), a partir das 9h, o Seminário de Bovinocultura de Corte promovido pelo Sebrae/PE, reunindo produtores da Zona da Mata e do Agreste. A programação coloca em evidência temas estratégicos para o setor, como mudanças na tributação, gestão profissional das propriedades rurais e o papel de projetos institucionais no fortalecimento do agronegócio regional.
O evento também funciona como vitrine para os resultados de uma iniciativa estruturada ao longo do último ano e direcionada à melhoria da competitividade da pecuária de corte na Zona da Mata. A região, historicamente marcada pela monocultura da cana-de-açúcar, vem passando por um processo de reinvenção econômica, e a bovinocultura tornou-se uma alternativa relevante diante de condições naturais favoráveis, proximidade com mercados consumidores e da presença de um frigorífico de grande porte no estado.
Um dos pontos centrais do seminário é a apresentação dos resultados do projeto Fortalecimento e sustentabilidade da cadeia produtiva da bovinocultura de corte na Zona da Mata de Pernambuco. A iniciativa beneficiou mais de 50 empreendedores em municípios como Água Preta, Carpina, Palmares, São Vicente Férrer e Vitória de Santo Antão.
O projeto contou com R$ 300 mil em investimentos, custeados pelo Sebrae/PE em parceria com a Agência Estadual de Desenvolvimento Econômico (Adepe). A proposta foi desenhada para enfrentar um gargalo recorrente na região: a dificuldade de produtores em aplicar práticas modernas de gestão e manejo, o que pode comprometer a viabilidade econômica e ampliar riscos ambientais.
Diagnóstico do setor: a falta de experiência em gestão da propriedade e em práticas eficientes de manejo aparece como obstáculo para produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no longo prazo.
Para responder a esse cenário, a iniciativa ofereceu 1,7 mil horas de consultorias voltadas à gestão da propriedade e à adoção de práticas ESG (ambientais, sociais e de governança). O objetivo foi ampliar a eficiência produtiva e orientar decisões com base em dados e planejamento, ajudando a reduzir desperdícios, controlar custos e elevar a qualidade do produto.
A expectativa é que a implementação de práticas sustentáveis e manejo adequado contribua para maximizar produtividade, reduzir custos e fortalecer a competitividade da carne bovina pernambucana em um mercado cada vez mais exigente. Além de ganhos no campo, a cadeia tende a impactar positivamente serviços e comércio no entorno das propriedades.
Resultados esperados após as ações nos territórios
Melhorias em nutrição, manejo e sanidade dos rebanhos.

Resumo: A FIAPE (Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz), em sua 38ª edição, ocorre até domingo, 3 de maio, no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz. A organização é da Câmara Municipal, com o apoio da Associação de Criadores de Gado de Estremoz (ACORE). O destaque é o setor agropecuário, com cerca de mil animais em exposição, principalmente bovinos e ovinos. Segundo Manuel Ramalho, presidente da ACORE, a FIAPE é um espaço importante de promoção, troca e venda entre criadores; se houvesse mais espaço, haveria mais animais. Participam produtores de norte a sul do país, além de representantes estrangeiros.

Ampliação do número de imóveis com Cadastro Ambiental Rural regularizado.
Maior aderência ao requisito legal de área preservada mínima de 20%.
Estímulo à economia local com geração de empregos e fortalecimento de setores como comércio, serviços e transporte.
Além da Zona da Mata, o Sebrae/PE mantém iniciativas em parceria com a Adepe para qualificar a pecuária de corte no Agreste. Um dos projetos atuais conta com investimento superior a R$ 400 mil e beneficia dez criadores dos municípios de Bezerros, Sairé e Gravatá.
As ações no Agreste têm como prioridades o estímulo à melhoria genética, a implantação de recursos forrageiros estratégicos para períodos de estiagem e o aperfeiçoamento da gestão das propriedades. O projeto também incentiva a organização produtiva, com foco na constituição de cooperativas e associações, ampliando o poder de negociação dos criadores e facilitando o acesso a insumos e tecnologias.
As intervenções no Agreste seguem em andamento, com cronograma previsto até dezembro de 2026, reforçando uma agenda de desenvolvimento regional que busca combinar produtividade, conformidade ambiental e sustentabilidade econômica.
Tema Detalhes Evento Seminário de Bovinocultura de Corte, no Recife, terça-feira (31), às 9h Público Produtores de carne bovina da Zona da Mata e do Agreste de Pernambuco Zona da Mata Projeto com mais de 50 empreendedores e investimento de R$ 300 mil Consultorias 1,7 mil horas em gestão e práticas ESG Agreste Projeto acima de R$ 400 mil com dez criadores; ações até dezembro de 2026
Ao reunir debate técnico, atualização sobre regras tributárias e a apresentação de resultados concretos em campo, o seminário reforça uma pauta de modernização da pecuária de corte em Pernambuco. No centro da discussão estão a gestão eficiente, a adoção de práticas sustentáveis e a estruturação de cadeias locais capazes de gerar renda, melhorar indicadores produtivos e promover desenvolvimento regional de forma consistente.
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Exportadores de carne brasileiros pediram ao governo acesso às linhas de crédito do Plano Brasil Soberano, para apoiar a indústria exportadora de proteínas diante da crise no Oriente Médio. A ABPA e a Abiec solicitaram a inclusão do setor exportador no programa, que ganhou mais R$ 15 bilhões via medida provisória publicada em março, com recursos advindos do superávit do FGE.