
O uso de drones na agricultura está se consolidando como uma das principais alavancas da agricultura inteligente na Tailândia. A tecnologia vem sendo aplicada para inspecionar lavouras, coletar e analisar dados, planejar plantio e adubação e realizar pulverização com maior precisão. Na prática, isso tem significado redução de custos, melhor uso de insumos e menor impacto ambiental.
Resultados recentes de um projeto-piloto citado pelo jornal The Nation reforçam o potencial da adoção de drones em sistemas produtivos, especialmente no cultivo de arroz. Os números indicam que, além de cortar gastos, a tecnologia pode ampliar a renda do produtor ao elevar a produtividade média por área.
Dados do projeto “Drones na Agricultura Segura: O Modelo de Nakhon Phanom”, conduzido pela Companhia de Telecomunicações de Aviação da Tailândia (AEROTHAI), apontam ganhos expressivos em uma área experimental de cerca de 22 rai (aproximadamente 3,52 hectares) dedicada ao arroz glutinoso Kor Khor 22, no distrito de Tha Uthen, província de Nakhon Phanom.
Segundo o levantamento, o cultivo assistido por drones permitiu:
Redução de 52% no uso de sementes de arroz
Redução de 25% no uso de fertilizantes
Redução de 41% nos custos de mão de obra
Além da economia, o projeto registrou um salto no desempenho produtivo. A produtividade média alcançou 1.100 kg por rai, resultado 250 kg superior ao obtido pelos métodos tradicionais, de acordo com os dados divulgados.
Em destaque: a combinação de planejamento de insumos e aplicação mais precisa é apontada como fator central para reduzir desperdícios e elevar a produtividade.
O impacto econômico também aparece na renda final do produtor. Após deduzidas as despesas, os agricultores participantes obtiveram uma renda média de 5.254 baht por rai, valor 2.509 baht acima do registrado no cultivo tradicional de arroz, conforme relatado pela AEROTHAI e citado pelo The Nation.
Indicador Resultado com drones (projeto) Uso de sementes Queda de 52% Uso de fertilizantes Queda de 25% Custos de mão de obra Queda de 41% Produtividade média 1.100 kg/rai (alta de 250 kg) Renda média (após despesas) 5.254 baht/rai (alta de 2.509 baht)
A AEROTHAI também relata uma expansão acelerada da tecnologia: o uso de drones na agricultura vem crescendo em mais de 20% ao ano e, atualmente, há mais de 200 mil drones em operação em arrozais, pomares e outras áreas cultivadas no país.

A guerra no Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz provocaram um choque na oferta de petróleo, levando governos ao redor do mundo a buscar rapidamente alternativas para compensar a queda de fornecimento. Em março, a AIE coordenou uma liberação maciça de reservas de emergência, totalizando cerca de 400 milhões de barris, para evitar interrupções no abastecimento e estabilizar os preços. Antes do conflito, o mercado global já mantinha estoques estratégicos consideráveis, com China, Estados Unidos e Japão entre os maiores detentores.

A tendência reflete uma mudança estrutural no campo, com a digitalização avançando sobre etapas críticas da produção. Para especialistas do setor, a adoção de drones pode contribuir para aumentar a competitividade, ao mesmo tempo em que melhora padrões de segurança e responsabilidade ambiental no manejo.
Para acelerar a adoção e padronizar boas práticas, o Conselho Nacional de Pesquisa da Tailândia (NRCT) passou a colaborar com a Associação de Esportes com Aeronaves Controladas Remotamente na oferta de cursos de treinamento em tecnologia de drones em diferentes instituições de ensino profissionalizante.
Os programas incluem desde o uso básico até o desenvolvimento e a aplicação de inovações avançadas em drones voltados à agricultura. Além de apoiar a modernização da produção, a formação é vista como um caminho para abrir novas oportunidades de trabalho e elevar o rendimento em comunidades rurais.
Paralelamente aos centros do NRCT, outras agências do país vêm promovendo iniciativas de capacitação. Entre elas, o Departamento de Agricultura da Tailândia lançou um projeto de treinamento no centro Saen Palm, no distrito de Kamphaeng Saen, província de Nakhon Pathom.
O programa combina teoria e prática e aborda:
Regulamentações e procedimentos de licenciamento
Manutenção e cuidados com equipamentos
Operação segura, precisa e responsável, com atenção aos aspectos sociais e ambientais
Nesta etapa, a capacitação foi direcionada a 120 agricultores, divididos em quatro grupos, cada um participando de um curso de dois dias, em datas programadas entre 24 e 31 de maio de 2026.
“Queremos que os agricultores tailandeses acompanhem a evolução tecnológica e sejam capazes de aproveitar esse conhecimento para criar oportunidades de carreira, obter renda e se tornarem prestadores de serviços agrícolas em suas comunidades”, afirmou Anchalee Suvachittanont, diretora-geral do Departamento de Extensão Agrícola da Tailândia, segundo o jornal The Nation.
Com a expansão de programas de treinamento e o aumento do número de equipamentos em operação, a Tailândia busca consolidar um modelo de agricultura mais conectado, orientado por dados e com maior controle sobre a aplicação de insumos. A expectativa, com base nos resultados do projeto em Nakhon Phanom, é que o uso de drones contribua para melhorar a eficiência produtiva, reduzir custos operacionais e fortalecer práticas de manejo ambientalmente responsável.
Ao unir tecnologia, capacitação e políticas de incentivo, o país pretende acelerar a adoção de soluções digitais no campo e transformar agricultores em operadores e prestadores de serviços qualificados, ampliando a modernização do setor no médio e longo prazo.
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Embora o Brasil seja frequentemente descrito como o maior celeiro do mundo, a leitura de dados disponíveis revela um quadro mais complexo. Globalmente, apenas 22% da produção agropecuária destina-se ao comércio internacional; 78% permanece para autoconsumo nos próprios países produtores. No caso brasileiro, ao converter toda a produção agrícola em calorias, observa-se que 60% fica no Brasil e 40% é exportado.