
Produtividade média no estado chega a 63,6 sacas por hectare; estimativa aponta colheita de 2,7 milhões de sacas em 2026.
Rondônia vive um momento de forte expansão na cafeicultura do robusta, com indicadores que colocam o estado em posição de destaque no cenário nacional. Dados da 19ª edição do Informativo Agropecuário de Rondônia apontam que a produtividade média estadual é a maior do país, alcançando 63,6 sacas por hectare. Atualmente, Rondônia é o quinto maior produtor de café do Brasil e a expectativa para 2026 é de safra recorde, com previsão de cerca de 2,7 milhões de sacas de café robusta.
Além do desempenho produtivo, a atividade chama atenção pelo potencial de geração de renda. De acordo com o levantamento, dois hectares de café robusta podem proporcionar uma renda mensal de R$ 9.500,00, em valores atualizados até maio de 2026. O resultado reforça o papel do café como vetor de desenvolvimento rural, impulsionando a economia local, a permanência do produtor no campo e o fortalecimento de cadeias ligadas à agroindústria.
O tema foi destacado em declarações de Hildon, que associou o avanço do café à capacidade de crescimento econômico do estado. Segundo ele, o fomento à cafeicultura pode contribuir para que o PIB de Rondônia tenha potencial de dobrar em três ou quatro anos, apoiado no dinamismo da produção agropecuária e da transformação industrial ligada ao campo.
Nas declarações, Hildon defendeu que a agroindústria representa uma vocação regional e um caminho de geração de empregos com custos de implantação menores do que grandes projetos industriais tradicionais. Ele argumentou que a expansão de culturas com alto retorno pode acelerar a circulação de renda, estimular consumo e induzir novos investimentos na cadeia do café, incluindo beneficiamento, logística e serviços.
“A agroindústria é a nossa vocação e é o caminho para a geração de empregos sem necessidade de investir milhões de reais, como acontece com uma indústria de veículos.”
A fala reforça uma perspectiva econômica baseada na ampliação de produtividade, assistência técnica e políticas de fomento, com foco em tornar o café um eixo estruturante para a economia rondoniense nos próximos anos.
Outro ponto ressaltado foi a capacidade do café de elevar o patamar de renda de pequenos e médios produtores. Hildon afirmou que pretende aprofundar o entendimento sobre a cadeia do café e declarou confiança no potencial do agronegócio estadual. Ele destacou ainda que, para além das condições naturais, o capital humano é um diferencial no avanço da produção.
“Nosso maior ativo não são as terras férteis, nem o nosso regime de chuvas, o grande ativo somos nós, o povo rondoniense.”
No mesmo contexto, ele estimou que investimentos entre 50 mil e 100 mil reais poderiam viabilizar a formação de áreas de dois ou três hectares, criando um perfil de produtor com renda mais elevada e maior capacidade de consumo. A avaliação, segundo ele, é que o café pode ampliar o poder aquisitivo, melhorar a qualidade de vida e fortalecer a economia de municípios dependentes da produção agropecuária.

Resumo: Entre janeiro e abril de 2026, o agronegócio de Minas Gerais exportou US$ 5,8 bilhões em 4,8 milhões de toneladas, mantendo o estado em terceiro lugar entre os maiores exportadores do Brasil. Varginha foi o município com maior faturamento, US$ 1,02 bilhão (19,3% da receita estadual no quadrimestre), impulsionado principalmente pelo café.

Renda no campo: potencial de retorno mensal relevante em pequenas áreas de produção.
Geração de empregos: expansão do cultivo pode estimular serviços, comércio e agroindústrias.
Desenvolvimento regional: aumento de renda pode fortalecer municípios produtores e suas cadeias locais.
Os indicadores divulgados reforçam a força de Rondônia na cafeicultura nacional, especialmente no robusta. Para 2026, a previsão de colheita de aproximadamente 2,7 milhões de sacas sinaliza expansão e consolidação do estado no ranking nacional. A produtividade média de 63,6 sacas por hectare indica eficiência crescente, frequentemente associada a melhorias em manejo, material genético, renovação de lavouras e adoção de práticas mais tecnificadas.
Indicador Dado (referência do levantamento) Produtividade média 63,6 sacas por hectare Posição no ranking nacional 5º maior produtor de café do Brasil Estimativa de safra (2026) cerca de 2,7 milhões de sacas de robusta Renda estimada R$ 9.500,00 mensais em 2 hectares (valores atualizados até maio/2026)
Os dados reforçam o papel do café robusta como uma das principais alavancas do agronegócio em Rondônia, com efeitos diretos na renda das famílias produtoras e indiretos na economia regional.
Em retrospecto sobre ações anteriores, Hildon citou a entrega de 2,5 milhões de mudas de café a produtores da região da Ponta do Abunã, apontando que a iniciativa teve impacto expressivo no cultivo local. Segundo ele, o compromisso é ampliar ações semelhantes para diferentes áreas do estado, como forma de acelerar a implantação de lavouras e ampliar a base produtiva.
“Quando fui prefeito da capital, nós entregamos dois milhões e quinhentas mil mudas de café aos produtores da Ponta do Abunã, e o resultado foi uma verdadeira revolução no cultivo daquela região. Meu compromisso será fazer isso em todos os cantos do nosso Estado.”
A distribuição de mudas, quando associada a assistência técnica e planejamento de mercado, é frequentemente vista como estratégia para aumentar a oferta, incentivar a renovação de lavouras e elevar padrões de produtividade. Em Rondônia, o cenário de alta produtividade e crescimento da safra reforça a leitura de que o robusta tem se consolidado como uma cultura-chave para a economia rural.
Em resumo: com produtividade recorde, projeção de safra histórica e potencial de renda expressivo em pequenas áreas, a cafeicultura robusta em Rondônia se fortalece como um dos principais motores econômicos do estado, com impacto direto na geração de empregos, na renda do produtor e na expansão da agroindústria regional.
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A expansão do café conilon em Minas Gerais, impulsionada pela demanda por café solúvel e pela adaptação a regiões mais quentes. Em 2025, MG produziu cerca de 584 mil sacas em 11,1 mil hectares (alta de 50% na produção e 12% na área em cinco anos), representando cerca de 2% da produção estadual, mas com expansão rápida para regiões como Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha, Vale do Rio Doce e áreas de transição no Noroeste.