
Minas Gerais encerrou 2025 com um marco histórico no comércio exterior: as exportações do agronegócio mineiro atingiram US$ 19,9 bilhões, o maior valor desde o início da série histórica, em 1997. O resultado representa crescimento de 15,8% em relação a 2024 e ampliou a participação do agro no total exportado pelo estado para 43,4%, a maior proporção já registrada.
Os dados fazem parte da 17ª edição do Panorama do Comércio Exterior do Agronegócio de Minas Gerais, elaborado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG) e divulgado na segunda-feira (18). A publicação reúne informações estratégicas sobre o desempenho do setor e detalha o perfil das exportações entre 2019 e 2025, com o objetivo de apoiar a identificação de oportunidades comerciais por empresas e agentes públicos.
“Pela segunda vez, o agro se manteve como o principal segmento exportador do estado, confirmando o seu peso crescente na geração de divisas, renda e inserção internacional de Minas Gerais”, destaca a assessora técnica da Seapa-MG, Manoela Teixeira.
Embora o valor exportado tenha aumentado, o volume embarcado caiu 4,3%, totalizando 16,3 milhões de toneladas. A combinação entre maior receita e menor volume indica um movimento de qualificação da inserção internacional, sustentado por preços médios mais elevados, valorização de produtos estratégicos e maior capacidade de captura de valor nas vendas externas.
Segundo a análise apresentada no panorama, o desempenho de 2025 sinaliza um ambiente de exportação mais competitivo, com cadeias produtivas consolidadas e foco em produtos com alta demanda global. Esse contexto tende a exigir do setor ainda mais adaptação a oscilações de mercado e mudanças rápidas em políticas comerciais internacionais.
O levantamento mostra que a pauta de exportações agropecuárias mineiras permaneceu concentrada em cadeias tradicionais. Em 2025, o café liderou com folga, respondendo por 57,1% da receita do agronegócio exportado. Na sequência, aparecem:
Complexo soja
Complexo sucroalcooleiro
Carnes
Produtos florestais
De acordo com Manoela Teixeira, o conjunto desses cinco segmentos foi responsável por 96,3% do total exportado pelo agronegócio mineiro, evidenciando que o desempenho externo está apoiado, sobretudo, em cadeias com alta competitividade internacional e presença consolidada no comércio global.

Resumo: China e os Estados Unidos chegaram a um acordo preliminar para ampliar o comércio agrícola bilateral por meio de reduções tarifárias e avanços no acesso ao mercado, segundo o Ministério do Comércio chinês. As negociações são preliminares e devem ser finalizadas o mais rápido possível após a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, a Pequim. As importações agrícolas dos EUA para a China continuam sujeitas a uma tarifa adicional de 10%. Dados do Departamento de Agricultura dos EUA indicam que as compras chinesas caíram 65,7% em 2025, para US$ 8,4 bilhões, refletindo o impacto das rodadas tarifárias anteriores.

Destaque Informação Produto líder Café (57,1% da receita do agro exportado) Principais cadeias Café, complexo soja, sucroalcooleiro, carnes e florestais Concentração Esses cinco segmentos somam 96,3% das exportações do agro
Entre os parceiros comerciais, a China manteve a liderança como principal destino das commodities agrícolas de Minas Gerais, com compras que somaram US$ 4,6 bilhões. Na sequência, o ranking de mercados inclui:
Estados Unidos (US$ 1,9 bilhão)
Alemanha (US$ 1,9 bilhão)
Itália (US$ 1,1 bilhão)
Japão (US$ 1 bilhão)
No total, foram registradas transações com 178 países, o que demonstra capilaridade e presença relevante do agronegócio mineiro em diferentes regiões do mundo, mesmo com a predominância de grandes compradores tradicionais.
Além de apresentar os resultados de 2025, o Panorama do Comércio Exterior do Agronegócio de Minas Gerais 2026 é descrito como uma ferramenta de apoio à interpretação da posição internacional do estado. A proposta é oferecer uma base técnica para subsidiar decisões do setor público e privado em um cenário de comércio global mais regulado, competitivo e sujeito a mudanças rápidas.
Com um desempenho recorde, Minas Gerais reforça a centralidade do agronegócio como motor de geração de divisas e renda. Ao mesmo tempo, a redução no volume embarcado indica que a rentabilidade e o valor agregado na pauta exportadora devem permanecer no centro das estratégias de competitividade, especialmente para manter o estado bem posicionado diante das exigências e variações do mercado internacional.
Em números: Exportações do agro mineiro em 2025 somaram US$ 19,9 bilhões (+15,8%), com 43,4% de participação nas exportações totais do estado e 16,3 milhões de toneladas embarcadas (-4,3%).
Resumo: O dólar à vista caiu 0,60% frente ao real, fechando em R$ 4,8939, com o DXY recuando 0,16% (97,910). Na semana, o dólar acumula desvalorização de 1,19% ante o real. O movimento foi impulsionado pelos dados de emprego nos EUA, que reforçam a expectativa de juros elevados por mais tempo, combinados com o otimismo em torno de avanços nas negociações de paz entre EUA e Irã.