
O verão é uma estação crítica para a produção de leite, particularmente em regiões caracterizadas por clima quente e úmido. Para as vacas de alta produção, como as da raça Holandesa, o calor excessivo representa um enorme desafio devido ao grande volume de calor metabólico gerado por seu corpo. Dificilmente conseguem dissipar esse calor quando as temperaturas sobem.
De acordo com Maíza Scheleski da Rosa, superintendente técnica substituta da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul, o conforto térmico ideal para esses animais está entre 8 °C e 18 °C, temperaturas equivalentes a um típico dia de outono.
“Quanto mais leite a vaca produz, maior é o calor gerado pelo metabolismo, tornando o animal mais sensível às altas temperaturas, especialmente quando há umidade elevada”, explica Maíza.
Maíza destaca que o Índice de Temperatura e Umidade (ITU) é um dos melhores parâmetros para avaliar o potencial de estresse térmico em rebanhos leiteiros. O ITU ideal deve permanecer abaixo de 68. Quando as temperaturas ultrapassam os 20 °C em um ambiente úmido, os sinais de desconforto nas vacas tornam-se visíveis.
O estresse térmico pode reduzir significativamente o consumo de alimento, afetando diretamente a produção de leite e a fertilidade. Além disso, eleva os riscos de distúrbios metabólicos e aumenta a vulnerabilidade a doenças.
Os sinais de que uma vaca está sofrendo com o calor podem ser observados no manejo diário. Comportamentos como respiração rápida, salivação intensa e maior tempo em pé são sinais comuns de vacas tentando perder calor.
“Esses sinais indicam que o bem-estar está comprometido, e o animal não se encontra em condição ideal de conforto”, alerta Maíza.

Resumo: Em março de 2026, o preço do leite pago ao produtor subiu pelo terceiro mês consecutivo, confirmando expectativas de que a redução da oferta elevaria as cotações de forma mais intensa. Segundo Cepea, a alta foi de 10,5% em relação a fevereiro, levando a Média Brasil a R$ 2,3924 por litro. Apesar da recuperação, o valor ainda está 18,7% abaixo do registrado em março de 2025 em termos reais. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, a elevação chega a 17,6%, com média de R$ 2,2038 por litro. O texto encerra com o convite para seguir o Agrofy News no WhatsApp.

Em sistemas confinados, como galpões, é crucial investir em ventilação eficiente, podendo-se utilizar ventiladores ou exaustores para promover a circulação de ar. Sistemas de aspersão de água, combinados com ventilação, são eficazes para resfriar o ambiente.
Telhados com isolamento térmico e áreas sombreadas também são de grande ajuda para mitigar o impacto das altas temperaturas. Um ponto essencial é garantir o fornecimento constante de água limpa e fresca.
A estratégia de alimentação também deve ser ajustada, oferecendo o alimento nos horários mais frescos do dia, como início da manhã e fim da tarde, para estimular o consumo.
Nos sistemas de pasto, é crucial garantir sombra natural ou artificial, além de acesso fácil a água de qualidade. O planejamento forrageiro e a organização das atividades para horários menos quentes também ajudam a evitar deslocamentos prolongados e desnecessários.
A especialista reforça que o conforto térmico não deve ser considerado um luxo, mas uma necessidade fundamental para a saúde e produtividade do rebanho.
“Quando a vaca está confortável, ela se alimenta melhor, produz mais leite, reproduz com maior eficiência e permanece no rebanho por mais tempo”, conclui Maíza.
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A fazenda São José da Barra (MG) destacou-se no Top 100 da pecuária leiteira, impulsionada por ganhos de produção e bem-estar animal.