Olivicultura no Rio Grande do Sul lidera a produção de azeite no Brasil com 6,5 mil hectares e meta de 800 mil litros
ProduçãoA Granja·Publicado em 17 de abril de 2026 às 22h31·Modificado em 17 de abril de 2026 às 22h34·5 mins de leituraGrátis

Olivicultura no Rio Grande do Sul lidera a produção de azeite no Brasil com 6,5 mil hectares e meta de 800 mil litros

Rio Grande do Sul lidera produção de azeite, consolidando olivicultura como vetor de desenvolvimento.

Olivicultura no Rio Grande do Sul lidera a produção de azeite no Brasil com 6,5 mil hectares e meta de 800 mil litros

Rio Grande do Sul reforça olivicultura e mira safra de 800 mil litros de azeite

O Rio Grande do Sul deu mais um passo para consolidar sua liderança na produção nacional de azeite de oliva. Durante a 14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, na Região Metropolitana, o governador Eduardo Leite e o vice-governador Gabriel Souza destacaram a olivicultura como uma agenda estratégica para o desenvolvimento econômico do Estado, com expectativa de alcançar 800 mil litros na próxima safra.

O Estado concentra atualmente cerca de 6,5 mil hectares cultivados por aproximadamente 350 produtores, distribuídos em mais de cem municípios. O avanço da cadeia produtiva, segundo o governo, combina ampliação da área plantada, melhoria de qualidade, incentivo à inovação e ações para fortalecer a competitividade no mercado de azeites de alto padrão.


Olivicultura como estratégia de desenvolvimento regional

Ao participar do evento na sede do empreendimento Azeite Milonga, Leite afirmou que o Estado está estruturando uma política para transformar a vocação agrícola em valor econômico, integrando produção, ciência e mercado. A avaliação do governo é que a olivicultura gera renda, atrai investimentos e ainda abre espaço para atividades associadas, como o turismo, com impacto direto no desenvolvimento regional.

“Estamos estruturando uma política que transforma vocação em valor, integrando produção, ciência e mercado para posicionar o Rio Grande do Sul de forma competitiva”, afirmou o governador, ao destacar a importância de ampliar mercados e diferenciar o produto em um ambiente cada vez mais disputado.

Segundo Leite, cabe ao poder público garantir condições para o avanço do setor, com políticas públicas, certificação de qualidade e apoio à inovação, atuando como parceiro na promoção da competitividade, da agregação de valor e do desenvolvimento sustentável.

Produção concentrada na Metade Sul

A produção de oliveiras segue mais concentrada na Metade Sul, onde municípios vêm ampliando sua presença no mercado nacional de azeites de qualidade. Entre os principais polos citados estão:

  • Encruzilhada do Sul

  • Canguçu

  • Pinheiro Machado

  • Bagé

  • Caçapava do Sul

  • Cachoeira do Sul

  • Santana do Livramento

  • São Sepé

  • São Gabriel

  • Sentinela do Sul

O fortalecimento desses territórios é visto como parte da estratégia de interiorização do desenvolvimento e de diversificação produtiva, com foco em culturas de maior valor agregado.


Incentivos, turismo e certificação de qualidade

O vice-governador Gabriel Souza destacou que a cultura da oliva está em expansão e conta com apoio do governo por meio de iniciativas como o Pró-Oliva, programa de incentivo à produção. Ele também citou a Rota das Oliveiras, instrumento que conecta turismo e olivicultura, ampliando o potencial econômico em regiões produtoras.

Gabriel reforçou ainda a relevância da certificação e de mecanismos que valorizem a qualidade. O Estado possui um selo premium concedido pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia a produtos com qualidade comprovada. Para o vice-governador, apesar dos avanços, o setor ainda demanda mais apoio e integração com o turismo para impulsionar produção, emprego e renda.

Destaque: A estratégia estadual mira qualificação do produto, diferenciação e expansão de mercados, reforçando o posicionamento do azeite gaúcho no segmento de alta qualidade.

Governo aponta papel articulador e institucionalização de políticas

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, afirmou que a atuação do Estado é somar esforços com o setor produtivo, apoiando e fomentando de forma responsável a institucionalização de políticas voltadas à olivicultura. Para ele, a liderança do Rio Grande do Sul no país coloca o Estado como referência para outras regiões que buscam desenvolver a mesma cadeia.


Pesquisa e inovação: novo centro de referência

Um dos anúncios do evento foi a assinatura de um protocolo de intenções para criar o Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura do Rio Grande do Sul. A iniciativa reúne universidades, governo e setor produtivo, com o objetivo de ampliar a geração de conhecimento, estimular práticas sustentáveis e qualificar a produção.

Entre os focos previstos para o centro estão:

  1. Mapear demandas da cadeia produtiva

  2. Transferir tecnologia para produtores e indústria

  3. Formar profissionais especializados

  4. Estimular práticas sustentáveis e ganho de eficiência

  5. Elevar a competitividade do azeite gaúcho

Cadeia em expansão e mercado em crescimento

O Rio Grande do Sul é atualmente o maior produtor de azeite do país e acompanha o crescimento do mercado nacional, que, segundo projeções citadas no evento, pode chegar a cerca de 1 milhão de litros até 2026. Para sustentar esse avanço, a prioridade do governo é combinar aumento de produção com padronização, certificação e posicionamento de qualidade.

As variedades cultivadas incluem Arbequina, Arbosana, Koroneiki e Picual, que compõem a base de muitos azeites produzidos no Estado. O foco, segundo os organizadores e autoridades, está em consolidar a olivicultura como vetor de desenvolvimento regional alinhado a diretrizes de crescimento econômico sustentável.

Resumo dos principais indicadores

Indicador Dados do RS Área cultivada Cerca de 6,5 mil hectares Número de produtores Aproximadamente 350 Municípios com produção Mais de cem Expectativa para a próxima safra 800 mil litros de azeite

Com a combinação de incentivo público, melhorias técnicas e estratégias de mercado, o Estado aposta em ampliar a presença do azeite gaúcho no cenário nacional, com produção cada vez mais orientada por qualidade, inovação e sustentabilidade.

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