Programa Caminho Verde Brasil destina R$ 3 bilhões à Caatinga para restauração de 40 milhões de hectares e impulsiona agro sustentável no Nordeste
Caminho Verde Brasil recebe R$3 bilhões para Caatinga e restaura até 40 milhões de ha.

Programa Caminho Verde Brasil leva debate ao Recife e anuncia R$ 3 bilhões para investir na Caatinga
Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o assessor especial do ministro e coordenador do Programa Caminho Verde Brasil, Carlos Augustin, participa na próxima quinta-feira (26) de uma reunião no Recife (PE) com entidades do setor produtivo, instituições de pesquisa e parceiros técnicos. O encontro reunirá ABPA, avicultores, produtores rurais locais, diretoria de agronegócio do Banco do Brasil, Embrapa, Corteva e demais participantes.
Foco em desenvolvimento regional e inclusão produtiva
O objetivo central da agenda é apresentar o Caminho Verde Brasil como instrumento para impulsionar o desenvolvimento socioeconômico regional, ampliando a participação de pequenos e médios produtores em ações de recuperação de áreas degradadas e adoção de sistemas produtivos sustentáveis.
Segundo informações do programa, há R$ 3 bilhões disponíveis para investimento na Caatinga, bioma estratégico do Nordeste e diretamente associado a desafios de conservação, segurança hídrica, produção de alimentos e resiliência climática.
O programa mira a integração entre produção e conservação, com impacto direto para cadeias agropecuárias e para a economia regional.
Meta nacional: restaurar até 40 milhões de hectares
Coordenado pelo Mapa, o Programa Caminho Verde Brasil tem como meta restaurar até 40 milhões de hectares de terras degradadas no país. A proposta é viabilizar a recuperação dessas áreas e sua utilização em modelos de produção que conciliem eficiência econômica com responsabilidade ambiental.
Na prática, a iniciativa busca alinhar três eixos considerados decisivos para a agricultura do futuro: segurança alimentar, transição energética e proteção ambiental. O programa também é apresentado como parte do esforço para reforçar o papel do Brasil na agenda global de agricultura sustentável.
Restauração produtiva de terras degradadas, com foco em sustentabilidade.
Inclusão de produtores de pequeno e médio porte em projetos estruturados.
Geração de renda e fortalecimento de cadeias agropecuárias regionais.
Conservação ambiental associada a metas de clima e energia.
Encontro reúne setor produtivo, ciência e financiamento
A reunião no Recife ocorre com a presença de representantes do setor privado e de organizações ligadas à inovação e ao financiamento do agronegócio. Entre os participantes citados estão a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), produtores rurais e avicultores, a Embrapa e a Corteva, além da diretoria de agronegócio do Banco do Brasil.
A expectativa é que a apresentação do programa detalhe caminhos para adesão e articulação de projetos no bioma, com ênfase em soluções que promovam uso sustentável do solo, recuperação de produtividade e suporte à expansão de práticas de baixa emissão.
Por que a Caatinga é prioridade?
A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro e enfrenta pressões históricas ligadas à degradação do solo. O investimento proposto pretende combinar restauração com produção sustentável, criando condições para fortalecer a economia rural e a adaptação às mudanças climáticas.
Atendimento à imprensa após a reunião
Após o encontro, Carlos Augustin deverá atender jornalistas e conceder entrevistas sobre o Programa Caminho Verde Brasil. O atendimento está previsto para ocorrer no início da tarde, conforme programação do evento.
Serviço
Item Informação Evento Reunião sobre o Programa Caminho Verde Brasil e investimentos na Caatinga Data 26 de março de 2026 (quinta-feira) Horário 10h Local Superintendência Estadual do Banco do Brasil em Pernambuco, Recife (PE) Imprensa Atendimento após a reunião, no período da tarde
O Programa Caminho Verde Brasil é uma iniciativa coordenada pelo Mapa para restaurar áreas degradadas e ampliar a produção sustentável, conectando metas de desenvolvimento regional, clima e segurança alimentar.




