
Os sabores tradicionais de Santa Catarina estão ganhando um novo lugar no mercado, graças ao poder transformador do Selo Arte. Esta certificação, que promove produtos feitos de forma artesanal e com identidade regional, está levando os produtos catarinenses além das suas fronteiras e conquistando novos paladares.
O Selo Arte tem sido um fator decisivo para a valorização e reconhecimento dos alimentos locais. Produtos como queijos e embutidos carregam histórias passadas de geração em geração, com técnicas e cuidados únicos de produção.
Na capital e no Vale do Itajaí, produtos artesanais certificados destacam-se não apenas pelo sabor, mas pela narrativa que oferecem aos consumidores. O Selo Arte garante qualidade e segurança alimentar, resultado de um rigoroso sistema de fiscalização da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).
Em lugares como o município de Rodeio, empreendimentos apostaram no artesanal como um modelo de negócio lucrativo. Uma charcutaria local se tornou referência ao transformar receitas regionais em inovações culinárias, como a linguiça de pinhão. Esta criação ajuda a manter viva uma tradição, enquanto atende às exigências de um mercado cada vez mais exigente.
Em Brusque, a tradição germânica se destaca na produção de marreco recheado, enquanto no Sul do estado, produtores que sofreram perdas significativas devido a eventos climáticos investiram na produção de queijos e doces de leite artesanais.
O Selo Arte consolida-se como uma ferramenta de desenvolvimento local, promovendo a segurança alimentar, rastreabilidade e preservação cultural. Ele tem permitido que pequenos produtores catarinenses acessem novos mercados e fortaleçam a economia local.
“Todo produto artesanal tem uma história, passado de geração a geração, fortalecendo a identidade territorial”, destaca o comerciante Felipe Pacheco.
As narrativas que acompanham cada produto, desde uma linguiça de pinhão até um marreco recheado, são retratos de um estado comprometido em transformar tradição em oportunidade. O caminho trilhado pelo Selo Arte destaca a importância do cuidado artesanal e o respeito ao tempo e ao método tradicional de produção.
Com esta certificação, Santa Catarina reforça sua posição no cenário nacional como um exemplo de como tradição e inovação podem caminhar juntas para agregar valor e garantir a continuidade do que há de mais precioso em suas culturas alimentares. O resultado é um estado que segue conquistando mesas dentro e fora de suas terras.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.