
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará a compra de 95,4 toneladas de leite em pó, beneficiando cerca de 200 agricultores familiares dos arredores de Luziânia e de municípios da região em Goiás. Esta ação significativa faz parte do renomado Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), mais especificamente na modalidade de Compra Institucional.
Conforme estipulado no Comunicado nº 10/2025, a operação convoca organizações da agricultura familiar para ofertarem seus produtos, promovendo então o desenvolvimento econômico local e sustentação da atividade leiteira na região. Com um investimento federal de aproximadamente R$ 4 milhões, os volumes adquiridos pertencem à Cooperativa Mista da Agricultura Familiar do Meio Ambiente e da Cultura do Brasil (Coopbrasil).
A logística do transporte prevê o armazenamento inicial dos lotes na Unidade Armazenadora de Goiânia, antes de serem distribuídos a diversas organizações socioassistenciais ainda no primeiro semestre do próximo ano. Durante uma reunião recente, Luiz Carlos do Nascimento, superintendente regional da Conab em Goiás, e Luciano Andrade de Carvalho, representante da Coopbrasil, discutiram os detalhes finais da operação.
O principal objetivo da modalidade adotada pelo PAA é garantir aos agricultores familiares a comercialização efetiva de suas produções, além de contribuir com a formação de estoques públicos de alimentos, os quais serão destinados a entidades que atendem indivíduos enfrentando insegurança alimentar e nutricional.
Esta ação reitera o compromisso do governo e suas entidades associadas em promover o desenvolvimento sustentável no agronegócio familiar, assegurando a continuidade das atividades agrícolas e maior segurança econômica para os produtores rurais envolvidos.
A aquisição e subsequente distribuição do leite em pó beneficiará diretamente entidades socioassistenciais, que desempenham papel crucial no amparo a populações vulneráveis. A previsão é que a distribuição ocorra ao longo do primeiro semestre de 2026, oferecendo assim suporte essencial a aqueles em necessidades críticas.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.