
Analistas financeiros continuam a reduzir suas expectativas para a inflação deste ano, enquanto preveem que a taxa básica de juros Selic será mantida na reunião do Banco Central nesta semana. Em pesquisa divulgada na última segunda-feira, foi registrado um corte na projeção para o IPCA de 2026, que caiu pela terceira semana consecutiva para 4,0%. Já para 2027, a expectativa permanece em 3,80%.
É importante destacar que o objetivo oficial para a inflação é fixado em 3,00%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Relativamente ao índice de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas são de um crescimento de 1,80%, tanto para este ano quanto para o próximo. A pesquisa, que contou com a participação de uma centena de economistas, também aponta ser esperado que a Selic se mantenha em 15%. O mercado prevê que o primeiro corte possa ocorrer em março do ano seguinte, com uma redução de 0,5 ponto percentual.
De acordo com Eduardo Amorim, especialista em investimentos da Manchester Investimentos, o foco do Comitê de Política Monetária (Copom) deve permanecer nas expectativas de longo prazo para 2026 e 2027, em vez da inflação corrente. Amorim ressalta que "a leitura do Focus sustenta essa visão, já que as projeções estão acima do centro da meta de 3%, indicando que o mercado ainda não vê uma convergência clara para a meta desejada no horizonte relevante".
Amorim concluiu que a expectativa é que a Selic continue estável esta semana, mas o que deve realmente impactar o mercado é o tom do comunicado do Copom. Se prevalecer a postura cautelosa, os juros poderão se manter altos por mais tempo. Quanto ao início do ciclo de cortes de juros, considera-se março como provável, com um possível corte de 0,25 ponto percentual, embora a discussão ainda se faça presente entre as possibilidades de cortes de 0,50 ponto percentual, mostrando que a questão é mais sobre "quando" e "em qual ritmo", sendo estas decisões influenciadas por expectativas econômicas e taxas de câmbio.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.