
A Cooperativa Agropecuária de Parapuã (Casul), situada em Bataguassu, no Mato Grosso do Sul, enfrenta dificuldades para definir uma data de início do beneficiamento de amendoim na região. Isso ocorre devido a preocupações com a atual insegurança jurídica e econômica no Brasil, conforme declarações de Djalma Migliorini, diretor de marketing da Casul. A estimativa inicial para ativação da linha de produção era para o segundo semestre, mas tal cronograma foi postergado.
O investimento na cooperativa, que totaliza cerca de R$ 120 milhões, prevê a geração de 200 empregos fixos. Desde 1960, a Casul tem desempenhado um papel significativo na agricultura, se estabelecendo em Bataguassu em 2022 após produtores de São Paulo migrarem em busca de áreas mais econômicas para o cultivo de amendoim. Essa transição foi incentivada, entre outros fatores, pela perspectiva de exportações facilitadas pelo oceano Pacífico, por meio da futura Rota Bioceânica, além do Mato Grosso do Sul ser considerado o segundo maior produtor de amendoim do Brasil.
Na unidade de Bataguassu, impulsionada por incentivos fiscais estaduais e doações de terreno pela prefeitura, a cooperativa oferece uma ampla gama de serviços. Estes incluem a comercialização de insumos agrícolas, assistência técnica, além de processos de pré-limpeza, secagem, armazenagem e comercialização de culturas como amendoim e soja. Atualmente, o amendoim segue para Parapuã, no estado de São Paulo, para beneficiamento, blancheamento e exportação.
A Casul também projeta aumento em sua capacidade de produção, que hoje é de 6 toneladas de amendoim sem casca por hora, totalizando 144 toneladas por dia. Esses números devem crescer com a operação plena da fábrica de Bataguassu.
O gerente comercial da cooperativa, Marcelo Sahn, destacou que apesar das expectativas para 2023, a completa ativação da esmagadora de amendoim permanece incerta. As dúvidas são alimentadas pela falta de clareza legal, estabilidade e previsibilidade nas normas que afetam o agronegócio no país. Entre os desafios mencionados estão:
Sahn argumenta que o seguro agrícola apresenta um dos maiores obstáculos, uma vez que sem essas garantias, investimentos ficam paralisados devido a receios de sanções futuras. Em Bataguassu, a cooperativa gera atualmente 70 empregos diretos e mais de 100 indiretos.
O setor de amendoim no Mato Grosso do Sul é visto como uma solução para a recuperação de áreas de pastagens degradadas. Jaime Verruck, secretário da Semadesc, destaca os investimentos para transformar o estado em um polo produtor, com 43.000 hectares já plantados e uma projeção de aumento para 60.000 hectares.
Além disso, três novas empresas estão em processo de implantação no estado para o beneficiamento do grão em Angélica, Chapadão do Sul e Glória de Dourados.

Decreto presidencial assinado em 12 de agosto de 2026 autoriza propriedades rurais, pequenos comércios, indústrias de menor porte, hospitais e escolas em baixa tensão a acessar o mercado livre a partir de 25 de novembro de 2027. Consumidores residenciais entram na etapa seguinte, em 25 de novembro de 2028.

O PL 2290/26, de autoria do deputado Evair Vieira de Melo, inclui veículos utilitários leves como quadriciclos no financiamento do Pronaf, com cilindrada entre 250 cm³ e 700 cm³. O uso fora da atividade rural implica vencimento antecipado do saldo devedor.

No dia 6 de agosto de 2026, de 14h às 18h, entidades promoveram em Natal o evento 'Minerais Críticos para o Rio Grande do Norte', com foco em industrialização e valor agregado a recursos estratégicos. Líderes destacaram a importância dos minerais críticos e o potencial do tungstênio no Seridó.

As recentes decisões da Justiça sobre a recuperação de créditos de PIS e Cofins têm chamado a atenção de empresas do agronegócio. O entendimento, que ganhou força após as mudanças promovidas pela Lei Complementar 224/2025, pode representar uma oportunidade para produtores rurais, cooperativas e agroindústrias revisarem sua estratégia tributária e recuperarem valores pagos indevidamente.
A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) através do seu Programa Estadual de Certificação Fitossanitária e do Programa Estadual de Exportação de Produtos de Origem Vegetais, deu início nesta terça-feira, 21 de julho, a uma série de reuniões que têm como objetivo, abordar junto a Responsáveis Técnicos (RT’s) habilitados para a emissão de Certificado Fitossanitário de Origem e do Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFO/CFOC), as novas diretrizes do Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem, o SINFITO. Até o dia 6 de agosto, engenheiros agrônomos percorrem o Estado para finalizar a série de sete encontros.