
São Paulo, 26 de janeiro – O estado de Mato Grosso apresenta um significativo avanço na colheita de soja durante a safra 2025/26. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), até o dia 23 de janeiro, 13,88% da área destinada ao cultivo de soja já foi colhida, representando um aumento semanal de 7,19 pontos percentuais. Este desempenho é superior ao observado no mesmo período da safra anterior.
Comparando com o ano anterior, o percentual colhido em 24 de janeiro de 2025 era de apenas 4,38%, destacando um aumento expressivo de 9,50 pontos percentuais em relação àquele período. Entre as regiões de Mato Grosso, o médio-norte lidera com 22,37% da área já colhida, seguido pelo oeste com 18,74%, noroeste com 17,36%, e norte com 13,91%. No centro-sul, a colheita atingiu 11,81%, enquanto no nordeste o índice é de 4,48%.
No que diz respeito ao milho de segunda safra, a semeadura alcançou 7,76% da área estimada até 23 de janeiro, demonstrando um avanço semanal de 4,97 pontos percentuais. Para comparação, no mesmo período da safra 2024/25, o plantio do cereal era de apenas 1,15%, uma diferença de 6,61 pontos percentuais segundo o Imea.
Em relação ao algodão, a semeadura atingiu 47,80% da área prevista em Mato Grosso até 23 de janeiro, com um aumento semanal de 18,76 pontos percentuais. Comparando com o mesmo período da safra 2024/25, quando o índice era de 28,57%, percebe-se um incremento de 19,23 pontos percentuais entre os ciclos.
| Região | Percentual de Área Semeada |
|---|---|
| Sudeste | 59,89% |
| Noroeste | 48,62% |
| Médio-norte | 44,70% |
| Oeste | 44,58% |
| Centro-sul | 42,93% |
| Nordeste | 38,68% |
Esse avanço significativo nos índices de colheita e semeadura em Mato Grosso reforça a importância da agricultura no estado, destacando-se como um dos principais polos produtores do Brasil. O monitoramento constante de safras pela IMEA se mostra essencial para antecipar tendências e otimizar estratégias de cultivo.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.