
Com o tema “Agro, o Centro de Tudo”, a Feira de Máquinas e Equipamentos Agrícolas (Femec) segue até 27 de março, no Parque de Exposições Camaru, em Uberlândia (MG), no Triângulo Mineiro. Considerada um dos principais eventos do calendário do agronegócio, a feira projeta movimentar mais de R$ 2,7 bilhões em negócios e consolidar-se como um ambiente estratégico para conexão entre produtores, indústria, prestadores de serviço e especialistas do setor.
Além de exposição de máquinas e equipamentos, a Femec tem se posicionado como um hub de tecnologia e conhecimento, com foco em soluções aplicáveis ao campo. A proposta é ir além da vitrine de produtos e estimular decisões de investimento com base em eficiência, gestão e inovação — temas que ganham ainda mais relevância em um cenário de custos elevados e maior seletividade no crédito rural.
Para o presidente do Sindicato Rural de Uberlândia, entidade organizadora da Femec, Thiago Soares Fonseca, o evento foi pensado como um ponto de encontro para toda a cadeia do agronegócio. Segundo ele, a feira reúne oportunidades para que produtores conheçam lançamentos, se capacitem e encontrem condições comerciais mais competitivas para modernizar a produção.
“A Femec é onde o agro se fortalece, é onde o produtor encontra soluções e os negócios acontecem, onde o conhecimento é compartilhado e onde o futuro começa a ser construído.”
A escolha do mote “Agro, o Centro de Tudo” busca reforçar a presença do agronegócio no centro das decisões econômicas e sociais do país, valorizando a atuação do produtor rural e de toda a cadeia produtiva como protagonista do presente e do futuro do Brasil.
A edição atual ocorre em um momento descrito como desafiador para o setor, marcado por aumento de custos, crédito mais restrito e incertezas que exigem maior preparo, planejamento e capacidade de decisão. A leitura do mercado tem incentivado produtores a priorizarem investimentos com retorno mensurável, como tecnologias de agricultura de precisão, mecanização mais eficiente, ferramentas de gestão e soluções voltadas ao uso racional de insumos.
De acordo com Fonseca, a resiliência do produtor rural é um diferencial histórico do agronegócio brasileiro, e a Femec surge justamente como um espaço para transformar desafios em oportunidades por meio de inovação, troca de conhecimento e acesso a soluções práticas.
Em um ambiente de margens pressionadas, a tendência é que o investimento seja cada vez mais guiado por eficiência, produtividade e redução de riscos.
Mesmo diante do contexto desafiador, a expectativa do evento é positiva. A organização trabalha com a meta de superar os indicadores da edição anterior, em que foram contabilizados mais de 165 mil visitantes, 375 expositores e cerca de R$ 2,7 bilhões em negócios movimentados.
A feira tem como eixo central a comercialização de lançamentos e a apresentação de soluções tecnológicas para diferentes perfis de produção, do pequeno ao grande produtor. Durante o evento, expositores costumam oferecer condições comerciais diferenciadas, com campanhas específicas e preços voltados ao período de feira — uma dinâmica que estimula negociações e antecipação de investimentos.
A programação foi estruturada para atender demandas recorrentes do campo, como modernização do parque de máquinas, planejamento de safra, gestão de custos e adoção de tecnologias com impacto direto na produtividade. Além da área de exposição, a feira também investe em palestras, seminários e cursos, criando um ambiente que combina mercado e atualização técnica.
Destaques de conteúdo técnico na Femec
Inovação na pecuária e novas ferramentas para elevar desempenho produtivo
Rastreabilidade e exigências de mercado para agregação de valor
Gestão de riscos no mercado de commodities e tomada de decisão
Tendências de mercado e leitura de cenários para planejamento
Tecnologias aplicadas à produção agropecuária com foco em eficiência
A Femec também se destaca por integrar importantes exposições zootécnicas, reforçando a conexão entre tecnologia, genética e produtividade. Entre as atividades do evento, estão a Exposição Nacional do Nelore e a Exposição da Raça Gir Leiteiro, que atraem criadores, técnicos e interessados em melhoramento genético e avanço dos sistemas de produção.
Indicador Destaque Tema Agro, o Centro de Tudo Local Parque de Exposições Camaru, Uberlândia (MG) Período Até 27 de março Expectativa de negócios Mais de R$ 2,7 bilhões Foco principal Lançamentos, tecnologia, condições comerciais e capacitação
Ao reunir negócios, capacitação e inovação em um único espaço, a feira se consolida como um termômetro do agronegócio, especialmente para produtores que buscam elevar produtividade e tomar decisões com maior previsibilidade. Em um mercado mais exigente, o evento reforça a importância de investir em soluções que conectem tecnologia, gestão e eficiência — fatores determinantes para competitividade no campo.

Criado em 2018 pela Bayer, em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), o Prêmio Mulheres do Agro (PMA) reconhece e valoriza o protagonismo feminino no agronegócio brasileiro. A iniciativa destaca produtoras rurais, pesquisadoras e cientistas que desenvolvem práticas inovadoras, sustentáveis e de impacto social no setor.

O texto celebra a participação da indústria brasileira de máquinas e equipamentos em feiras internacionais — Hannover Messe, Feimec e Agrishow — destacando que esses eventos vão além da exposição, funcionando como palcos onde a engenharia se materializa por meio de protótipos, demonstrações e negócios capazes de redefinir setores. A Hannover Messe é apresentada como um dos principais termômetros da indústria global, reunindo visitantes de diversos continentes e setores como automação, energia, digitalização e engenharia de precisão, promovendo parcerias estratégicas e a convergência entre inovação e negócios. O Brasil é retratado como capaz de atuar em feiras de nível internacional, promovendo soluções tecnológicas competitivas, não apenas na Europa ou na Ásia, mas....

A Bahia Farm Show chega à sua 20ª edição, de 8 a 13 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (Oeste da Bahia). Com o lema “Somos um só”, a feira reforça a importância do agronegócio regional, que responde por cerca de 14% do PIB da Bahia e movimenta cerca de R$ 40 bilhões na economia local. Dados da Aiba apontam que o Oeste produz entre 9 e 10 milhões de toneladas de grãos por ano (89% da produção estadual) e 96% da produção de algodão, com 843 mil toneladas em pluma. A região, que abrange Barreiras, São Desidério e Formosa do Rio Preto, ocupa 171 mil km² e abriga quase 1 milhão de habitantes; muitos moradores são migrantes do Sul que chegaram na década de 1970/1980 em busca de oportunidades no Cerrado.

O 18º Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsui) reuniu fiscais estaduais agropecuários de diferentes regionais da Seapi para discutir sanidade, produção, reprodução e gestão na suinocultura brasileira. O evento, que se encerrou em 21 de maio no Centro de Eventos da PUCRS, teve como objetivo ampliar a qualificação técnica dos profissionais da defesa sanitária. Gustavo Diehl, fiscal estadual agropecuário e coordenador do Programa de Sanidade Suína da Seapi, destacou que a participação em eventos técnicos é uma excelente oportunidade de qualificação para enfrentar desafios sanitários e aprimorar o atendimento às demandas da cadeia produtiva de suínos.

Resumo executivo: - A Rondônia Rural Show Internacional (RRSI) chega à 13ª edição, em Ji-Paraná, de 25 a 30 de maio, consolidando-se como uma das maiores feiras do agronegócio da Região Norte, reunindo produtores e investidores de diversas regiões do país. -