
O milho é um grão de destaque na agricultura brasileira, notável por sua adaptabilidade a diferentes escalas de cultivo, desde pequenas propriedades familiares até grandes lavouras tecnificadas. Atualmente, mais de um milhão de produtores participam dessa cadeia produtiva, espalhando-se por quase todos os municípios do Brasil. As práticas de cultivo do milho variam de sistemas de subsistência, com baixo uso de insumos, até operações avançadas com foco na exportação.
Segundo dados de previsão, a produção nacional de milho deve atingir 128 milhões de toneladas até 2025. O Brasil atualmente ocupa a terceira posição entre os maiores produtores globais, atrás apenas dos Estados Unidos e China. No circuito internacional, o Brasil destaca-se como o segundo maior exportador do grão, embarcando cerca de 34 milhões de toneladas. Isso ressalta a competitividade e a diversificação de destinos, que incluem Egito, Irã, Japão e Espanha.
Internamente, o milho desempenha um papel fundamental na segurança alimentar e na indústria agropecuária. A maior parte do milho consumido no Brasil destina-se à produção de ração animal, com 60% desse volume acolhido pelo setor avícola e de suínos. Além disso, o ramo de alimentação pet é uma vertente crescente, envolvendo já 1,7% do consumo interno de milho.
Além da alimentação, o uso do milho na indústria de biocombustíveis, especialmente para a produção de etanol, tem ganhado expressão. Desde 2013, a produção anual de etanol de milho aumentou de 30 mil metros cúbicos para mais de 8 milhões. Este setor é suportado por 25 usinas em operação em estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A produção de etanol de milho no Brasil não só atende a demanda doméstica, mas também impulsiona novos mercados de exportação. Um exemplo disso é o acordo recente que permitiu a exportação de subprodutos, como o DDG, para a China. Essas iniciativas são cruciais para expandir a sustentabilidade e o impacto econômico do setor de biocombustíveis.
Apesar de seu papel vital na indústria, o consumo direto de milho pela população brasileira ainda é limitado, representando apenas 3% do consumo total interno. Com consumo per capita de cerca de 12 kg por ano, o Brasil ainda está atrás de regiões como China, Estados Unidos e México.
No entanto, o milho mantém uma presença cultural importante. Nas festas juninas, esse grão é essencial para pratos tradicionais como pamonha, canjica, e pipoca, tornando-se um elemento central para a celebração e manutenção das tradições locais.
Estima-se que 70% dos produtores de milho no Brasil fazem parte da agricultura familiar, cultivando cerca de 3,2 milhões de hectares. Nas propriedades familiares, o milho é indispensável para o autoconsumo e alimentação animal, bem como para a comercialização local na forma de milho verde.
Esses produtores enfrentam desafios e oportunidades distintos das grandes operações, como o uso de sementes crioulas e a busca por práticas sustentáveis. Esse modelo é crucial para assegurar a autosuficiência alimentar e a manutenção das economias rurais.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.